Segurança Duque de Caxias Rio de Janeiro (RJ)

Duque de Caxias lidera ranking de furto de energia na área da Enel Rio

Levantamento da Enel Distribuição Rio revela que quase 35% da energia distribuída em Duque de Caxias foi perdida por causas não técnicas no primeiro semestre de 2026; prática eleva risco de acidentes e prejudica qualidade do serviço.

Duque de Caxias lidera ranking de furto de energia na área da Enel Rio
©Ilustração IA Leonardo Bastos Figueiredo / we-news.com

Duque de Caxias registrou o maior índice de perdas não técnicas de energia entre as 66 cidades atendidas pela Enel Distribuição Rio no primeiro semestre de 2026. Segundo a concessionária, o percentual no município chegou a 35,36%, valor que indica que aproximadamente um terço de toda a energia entregue foi perdida, majoritariamente por ligações irregulares.

Dados do levantamento e comparação regional

No mesmo período, São Gonçalo apareceu em segundo lugar, com 34,61% de perdas não técnicas. A Enel divulgou ainda um ranking com as dez cidades do estado com maiores percentuais; entre elas estão Araruama (22,72%), Cabo Frio (21,89%) e Campos dos Goytacazes (19,75%).

CidadePerdas não técnicas (%)
Duque de Caxias35,36%
São Gonçalo34,61%
Araruama22,72%
Cabo Frio21,89%
Campos dos Goytacazes19,75%
Niterói13,78%
Angra dos Reis13,30%
Itaperuna11,61%
Macaé9,01%
Teresópolis4,54%

Impactos e riscos associados

A Enel chama a atenção para efeitos diretos do furto de energia sobre a rede e sobre os usuários. O diretor de Redes da empresa destacou que a prática provoca sobrecarga no sistema, o que pode gerar oscilações e interrupções no abastecimento, além de aumentar o valor da conta para consumidores regulares e elevar o risco de acidentes, como curtos-circuitos e incêndios.

"O furto de energia é um crime que afeta diretamente a qualidade do serviço prestado pelas distribuidoras, já que provoca sobrecarga no sistema e, como consequência, oscilações e interrupções no fornecimento de energia. Além disso, essa prática criminosa impacta o valor da conta de luz para todos os clientes. Outro ponto de atenção é o risco de acidentes. O furto de energia pode causar curtos-circuitos e até incêndios", afirmou José Luis Salas, diretor de Redes da Enel Rio.

Para os moradores de Duque de Caxias, a combinação entre elevada taxa de perdas e densidade populacional em áreas vulneráveis pode resultar em frequência maior de quedas de energia e problemas na qualidade do fornecimento, que impactam desde residências até serviços públicos e comércio local.

Áreas de risco e ações da concessionária

A companhia informou que 17% das unidades consumidoras sob sua responsabilidade — cerca de 425 mil — estão concentradas em áreas de severa restrição operacional. Essas áreas concentram 62% do total de ocorrências de perdas não técnicas identificadas pela empresa.

  • Crescimento das unidades consumidoras em territórios de risco: evolução de 553% entre 2004 e 2026;
  • Fiscalizações: mais de 100 mil inspeções realizadas pela Enel no primeiro semestre de 2026;
  • Atuação conjunta com a Polícia Civil: lavrados 102 Relatórios de Ocorrência no período.

Essas medidas combinam fiscalização, ações legais e iniciativas operacionais para tentar reduzir as perdas. A Enel afirma que o volume de energia subtraído apenas nas dez cidades com maiores índices seria suficiente para abastecer Niterói, São Gonçalo, Campos e Macaé por um ano, atendendo mais de 2,2 milhões de pessoas.

Consequências locais e próximas etapas

Para o município, os dados reforçam a necessidade de políticas integradas entre distribuidora, segurança pública e gestão municipal. Além da repressão, especialistas e técnicos costumam apontar que ações de regularização, educação da população sobre riscos e investimentos em infraestrutura de medição e proteção são fundamentais para reduzir furtos e melhorar a qualidade do serviço.

Moradores e comerciantes de Duque de Caxias seguem acompanhando as operações da Enel e as iniciativas de fiscalização com expectativa de melhora no fornecimento. A concessionária informou que continuará com inspeções e ações coordenadas com as forças de segurança na tentativa de reduzir as perdas e mitigar os riscos apontados.

Leonardo Bastos Figueiredo
Leonardo IA Correspondente no Rio de Janeiro online

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