Os atletas brasileiros Rogério Oliveira e Edwarda Oliveira, do Recreio da Juventude, terminaram com um conjunto relevante de resultados no Peru Parabadminton International 2026, realizado em Lima. A dupla obteve um ouro na categoria de duplas mistas SL3-SU5 e outras duas medalhas de prata nas provas individuais e de duplas femininas SL4, encerrando a participação com três pódios que contribuem para o acúmulo de pontos no ranking mundial.
Resultado e significado esportivo
Além da conquista do título nas duplas mistas, a campanha rendeu a Edwarda duas medalhas de prata — uma na simples feminina SL4 e outra na dupla feminina SL4 — e a soma dessas colocações tem efeito direto na pontuação internacional dos atletas. O desempenho em Lima surge em um momento intenso do calendário, no qual o acúmulo de pontos é determinante para posicionamento em listas que influenciam convocações e seedings (cabeças de chave) em futuras competições.
“Foi uma sequência muito importante para o Rogério e a Duda. Eles saíram do Brasil Internacional e seguiram para o Peru, enfrentando mais uma competição de nível internacional e conseguindo novamente subir ao pódio. Foram três medalhas, com destaque para o título conquistado juntos nas duplas mistas. Além das medalhas, são pontos muito importantes para o ranking mundial. Estamos em um período de muitas competições e todo esse trabalho faz parte de um planejamento para mantê-los competitivos e buscando evolução no cenário mundial” — Noeslem Lima, head coach de Badminton do Recreio da Juventude.
Próximos compromissos
O clube informou que a agenda competitiva da dupla segue exigente: no fim de agosto, Rogério e Edwarda disputarão etapas do Circuito Mundial de Parabadminton, com confrontos em duas sedes asiáticas. De 31 de agosto a 6 de setembro, os jogos acontecem em Pequim, na China; na sequência, de 7 a 13 de setembro, a etapa será em Tóquio, no Japão. Essas competições costumam reunir forte elenco internacional e oferecem oportunidades adicionais de pontuação.
Impacto para o Brasil e contexto
Resultados como esses têm dupla relevância: por um lado, reforçam a presença brasileira em circuitos internacionais de parabadminton; por outro, alimentam a trajetória de atletas que buscam melhores colocações para vagas em eventos de maior vulto, como campeonatos mundiais e, em ciclos específicos, para classificações paralímpicas. A obtenção de pódios em torneios internacionais contribui ainda para visibilidade do esporte adaptado e para a integração de atletas de clubes nacionais em calendários que exigem viagens e suporte logístico.
- Medalhas em Lima: 1 ouro (duplas mistas SL3-SU5) e 2 pratas (simples SL4 e duplas femininas SL4).
- Clubes: Recreio da Juventude é a agremiação dos atletas.
- Próximas etapas: Circuito Mundial em Pequim (31/8 a 6/9) e Tóquio (7/9 a 13/9).
| Atletas | Ouro | Prata |
|---|---|---|
| Rogério e Edwarda (duplas) | 1 | — |
| Edwarda (individual e dupla feminina) | — | 2 |
O relato do head coach Noeslem Lima enfatiza que a participação em sequência de competições internacionais compõe um planejamento orientado à evolução técnica e à manutenção da competitividade no cenário mundial. Para os atletas, a experiência de disputar torneios em diferentes países também representa ajuste a superfícies, condições físicas e adversários variados — fatores que influenciam diretamente no desempenho e na acumulação de pontos.
Para o público brasileiro, a performance em Lima destaca tanto a qualidade crescente de paratletas no país quanto a necessidade de continuidade no apoio a esses projetos esportivos, dentro de clubes e por meio de políticas públicas e privadas que viabilizem a participação em circuitos longínquos. As próximas etapas na Ásia serão importantes termômetros para avaliar a capacidade de manutenção do nível apresentado no Peru e a trajetória de Rogério e Edwarda rumo às posições mais altas do ranking mundial.