O técnico Dorival Júnior não poupou críticas à atuação do São Paulo após a derrota por 1 a 0 diante da Chapecoense, na Arena Condá, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro. A avaliação do treinador revela um momento tenso para o clube: classificado na Sul-Americana, mas pressionado na tabela do Nacional.
Situação na tabela e instabilidade
Com o resultado, o Tricolor ocupa a 13ª colocação no Brasileirão e passa a ter apenas três pontos de vantagem sobre o Mirassol, time que fecha a zona de rebaixamento. Para Dorival, os números mostram que o problema é mais profundo do que se imaginava e exige mudanças concretas no dia a dia da equipe.
| Item | Valor |
|---|---|
| Placar | Chapecoense 1 x 0 São Paulo |
| Rodada | 24ª do Brasileirão |
| Posição do São Paulo | 13º |
| Vantagem sobre Z4 | 3 pontos |
| Série sem vitória | 10 jogos (no Brasileirão desde retorno de Dorival) |
Autoavaliação e recado à torcida
O treinador deixou claro que não pretende usar decisões de arbitragem como justificativa. Segundo ele, erros de arbitragem existem, mas não podem ser usados para transferir responsabilidades. Dorival afirmou ser necessário que o sentimento de responsabilidade seja assumido internamente pelo grupo e pela comissão técnica.
“Não podemos transferir responsabilidade. Muito pelo contrário, um erro ou outro acontece, é frequente. Mas não podemos transferir explicação, não temos que terceirizar culpa. O sentimento tem que ser nosso, precisamos abraçar mais isso e entender o tamanho do clube que estamos.”
O técnico também apontou a relação com a torcida como um ponto sensível. Segundo ele, a confiança do torcedor ainda não foi resgatada e existe uma dívida de desempenho a ser paga com quem acompanha o clube.
Reconhecimento do adversário e necessidade de mudança
Além de criticar o próprio time, Dorival mencionou a evolução da Chapecoense como fator determinante no resultado. Ele disse que a equipe catarinense vem apresentando melhoria e que o São Paulo estudou o adversário, destacando dificuldades que já haviam sido apontadas internamente.
Em termos de postura, o treinador afirmou que é hora de transformar discussão em ações concretas. Apesar da dedicação da comissão e dos jogadores, ele reconheceu que os métodos empregados até aqui não têm produzido resultados suficientes e que é preciso buscar alternativas.
- Responsabilidade interna: Dorival rejeita culpar arbitragem e pede autocrítica
- Risco esportivo: São Paulo a 3 pontos do Z4 e sem vencer há 10 rodadas no Brasileiro
- Relação com torcida: técnico admite dívida de confiança com os torcedores
Impactos práticos e próximos passos
O recado da comissão técnica tem efeito direto na rotina do clube: expectativa por mudanças em treinamentos, leitura tática ou na escalação nos próximos jogos. Para a diretoria e para a gestão esportiva, a sequência de rodadas exige decisões rápidas para evitar que a equipe se aproxime ainda mais da zona de rebaixamento.
O contexto também pressiona o calendário de mobilização do clube junto à sua base de sócios e patrocinadores, que acompanham oscilações de rendimento como fator de risco para receitas variáveis. No plano esportivo imediato, o São Paulo precisa converter o diagnóstico em solução para interromper a série negativa e recompor a confiança interna e externa.
O próximo confronto e as decisões táticas que o treinador adotar serão acompanhados de perto pela torcida e pela imprensa, num cenário em que cada ponto conquistado tem peso maior pela proximidade com a zona de queda. A cobrança, segundo Dorival, será feita pelo próprio elenco.
Correspondente em São Paulo