O estado do Rio de Janeiro, com 12,8 milhões de eleitores aptos, chega ao pleito estadual de 2026 com nove candidaturas registradas para o cargo de governador. O calendário prevê o primeiro turno em 4 de outubro e, se necessário, um segundo turno em 25 de outubro. A corrida ao Palácio Guanabara reúne políticos com trajetória municipal e estadual, além de episódios recentes que levaram questões judiciais a compor o debate eleitoral.
Principais candidaturas e perfis
Dentre os nomes mais conhecidos que aparecem nas listas de registro está o do ex-prefeito da capital, Eduardo Paes (PSD). Natural do Rio de Janeiro e com 56 anos, Paes retorna à cena estadual após vencer as eleições municipais de 2024 e reassumir a gestão da cidade. Formado em Direito pela PUC-RJ e com especialização em Políticas Públicas e Governo pela UFRJ, ele soma experiência como vereador (1997–1999) e deputado federal (1999–2007), além dos mandatos como prefeito entre 2009 e 2016.
No posto de vice da chapa de Paes está Jane Reis (MDB), conforme inscrições feitas para o pleito.
Outro nome em evidência é o do deputado estadual Douglas Ruas (PL), 37 anos, natural de São Gonçalo. Em seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Ruas é bacharel em Direito, pós-graduado em Gestão Pública e servidor concursado da Polícia Civil do Estado. Em abril deste ano, foi eleito presidente da Alerj, eleição marcada por um boicote da oposição que deixou o plenário diante do formato adotado para a votação. A vice da chapa de Ruas aparece como Fernanda Louback (PL).
Também registrado está o candidato Anthony Garotinho (Republicanos), que governou o estado entre 1999 e 2002 e tem hoje 66 anos. Sua chapa foi formada com a major Elaine Gonçalves (Democrata) como candidata a vice, mas ela chegou a confirmar publicamente a desistência do posto; no entanto, o nome permanecia oficializado junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no momento do registro. A candidatura de Garotinho tramita com atenção extra da Justiça Eleitoral.
Questões judiciais na disputa
O cenário eleitoral fluminense traz, portanto, uma confluência de trânsito político e judicial. Sobre a candidatura de Garotinho, a Justiça estadual proferiu em agosto uma decisão que determinou o cumprimento de uma condenação a seu respeito; a situação foi levada à análise da Justiça Eleitoral para avaliar efeitos sobre o registro. Entre eleitores e operadores do direito, o caso inspira dúvidas sobre prazos processuais e possíveis recursos, que podem impactar cronogramas eleitorais e a definição de chapas.
Impactos locais e desafios da campanha
Com um eleitorado numeroso, as disputas no Rio tendem a refletir tanto questões metropolitanas — segurança pública, mobilidade e serviços municipais — quanto problemas estruturais do interior e regiões metropolitanas, como saúde e infraestrutura. A presença de nomes com histórico administrativo (como Paes) ao lado de concorrentes com trajetória legislativa (como Ruas) e candidatos com trajetória nacional e dúvidas judiciais (como Garotinho) desenha uma campanha que mescla experiência executiva, capital político e litígios jurídicos.
- Eleitores aptos: 12,8 milhões
- Data do primeiro turno: 4 de outubro de 2026
- Data do segundo turno (se necessário): 25 de outubro de 2026
- Total de candidaturas ao governo: 9
| Candidato | Partido | Idade | Vice |
|---|---|---|---|
| Eduardo Paes | PSD | 56 | Jane Reis (MDB) |
| Douglas Ruas | PL | 37 | Fernanda Louback (PL) |
| Anthony Garotinho | Republicanos | 66 | Major Elaine Gonçalves (Democrata) |
O que observar até outubro
Nos próximos meses, a agenda política no estado deverá acompanhar decisões judiciais que possam alterar registros de candidaturas, definição de alianças entre partidos e prioridades de campanha. O papel dos veículos locais será monitorar a tramitação dessas questões, divulgar posicionamentos oficiais dos candidatos e informar o eleitor sobre prazos de registro e eventuais mudanças nas chapas.
Além disso, a articulação em municípios-chave da região metropolitana e no interior será fator determinante para a performance dos concorrentes, assim como a capacidade de cada campanha de transformar debates sobre administração municipal e segurança pública em propostas de governo estaduais. O resultado do pleito terá repercussão direta sobre políticas públicas que afetam diariamente os 12,8 milhões de eleitoras e eleitores do estado.
Reportagem seguirá acompanhando inscrições, movimentações partidárias e decisões judiciais relacionadas às candidaturas, com foco na transparência dos processos e no impacto direto para a população fluminense.