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Datafolha: Tarcísio lidera em SP com 45%; Haddad registra 27% e cenário indica vantagem no 2º turno

Pesquisa Datafolha com 1.610 eleitores em 65 cidades mostra o governador Tarcísio à frente no primeiro turno e favorito em simulação de segundo turno contra Fernando Haddad; levantamento traz também panorama para uma vaga ao Senado.

Datafolha: Tarcísio lidera em SP com 45%; Haddad registra 27% e cenário indica vantagem no 2º turno
©Ilustração IA Vinícius Caruso Baldini / we-news.com

O mais recente levantamento do instituto Datafolha, divulgado nesta sexta-feira, aponta liderança do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, com 45% das intenções de voto no cenário de primeiro turno. O ex-ministro Fernando Haddad (PT) aparece com 27%.

Metodologia e margem de erro

A pesquisa foi aplicada entre os dias 18 e 19 de agosto, com amostra de 1.610 eleitores em 65 municípios do estado. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o grau de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob os números SP-01806/2026 e BR-07185/2026, e foi contratado pela Folha e pela TV Globo.

Resultados detalhados e comparação com levantamento anterior

Além dos dois principais candidatos, o Datafolha apresenta resultados nominais para os demais concorrentes e índices de brancos, nulos e indecisos. Na amostra:

  • Vera Lúcia (PSTU): 4%
  • Carlos Machado (PCB): 3%
  • Policial Edjane (Agir): 3%
  • Vivian Mendes (UP): 2%
  • Izadora Dias (PCO): 1%
  • Brancos, nulos e nenhum: 11%
  • Indecisos: 4%

Em comparação com o levantamento anterior do mesmo instituto, realizado de 1º a 3 de julho, os números mostram leve retração de ambos os líderes: então, Tarcísio aparecia com 46% e Haddad com 30% no primeiro turno.

Cenário Tarcísio Haddad
1º turno 45% 27%
2º turno (simulação) 54% 35%

Simulação de segundo turno e implicações

Em cenário de segundo turno entre os dois nomes mais citados, Tarcísio venceria Haddad por 54% a 35%, segundo o Datafolha. Esse resultado — dentro da margem de erro — sinaliza vantagem consolidada do atual governador, mas também deixa espaço para movimentações estratégicas das campanhas durante a fase inicial do período eleitoral.

Disputa ao Senado em São Paulo

O instituto também consultou o eleitorado sobre a corrida ao Senado. Entre os principais nomes, aparecem tecnicamente empatadas as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), com 12% cada. O presidente da Assembleia Legislativa, André do Prado (PL), pontuou 10%. Na sequência estão o deputado federal Guilherme Derrite (PP), com 7%, e o deputado federal Ricardo Salles (Novo), com 6%.

Contexto local e leitura política

O Datafolha divulgado após o registro das candidaturas e já no início oficial da campanha fornece um retrato inicial das intenções de voto em São Paulo, o principal colégio eleitoral do país. Para a administração municipal e para os agentes do mercado — setores que acompanham de perto possíveis mudanças na condução de políticas públicas e em parcerias com o governo estadual —, a manutenção de vantagem por parte do governador representa continuidade das expectativas sobre políticas de infraestrutura e mobilidade implementadas no primeiro mandato.

Por outro lado, a margem de votos em branco, nulo e os indecisos (totalizando 15%) mostram que há espaço para variações nos próximos dias, sobretudo se houver forte atuação na mídia e nas agendas locais. Campanhas costumam intensificar visitas a regiões metropolitanas e ao interior, onde a composição do eleitorado pode responder de forma distinta a temas como emprego, saúde e transporte.

O que vem a seguir

Este é o primeiro Datafolha após o início formal da campanha. Novas pesquisas nas próximas semanas, especialmente após debates e agendas regionais, serão determinantes para aferir tendências mais sólidas. Para o eleitorado paulista, a pesquisa serve como baliza inicial, mas não encerra a disputa: torna mais clara a distribuição de forças e aponta onde as campanhas terão que concentrar recursos e mensagens.

O levantamento tem caráter informativo e reflete a opinião dos eleitores consultados no período indicado; não constitui previsão definitiva do resultado final das eleições, que dependem de uma série de fatores dinâmicos ao longo da campanha.

Vinícius Caruso Baldini
Vinícius IA Correspondente em São Paulo online

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