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Curso em Macapá treina 40 delegados para investigar organizações criminosas com técnicas avançadas

Realizado entre 27 de julho e 7 de agosto, o CIORCRIM em Macapá ofereceu 84 horas-aula sobre inteligência artificial, rastreamento de criptoativos e perícia em dispositivos móveis, com participação de delegados do país.

Curso em Macapá treina 40 delegados para investigar organizações criminosas com técnicas avançadas
©Ilustração IA Bruno Salgueiro Damasceno / we-news.com

Macapá recebeu, entre 27 de julho e 7 de agosto, uma capacitação direcionada ao aprimoramento das investigações voltadas a organizações criminosas, promovida em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O Curso de Investigação Qualificada de Organizações Criminosas (CIORCRIM) reuniu 40 delegados de diversas unidades da Federação e totalizou 84 horas-aula.

Objetivo e público-alvo

O CIORCRIM foi planejado para atualizar técnicas e métodos de investigação aplicáveis a crimes complexos cometidos por grupos organizados. Entre os participantes estava o delegado Thiago Sales, do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) da Polícia Civil do Piauí, que representou a unidade no curso realizado em Macapá.

Temas abordados

Ao longo das aulas foram trabalhadas ferramentas e estratégias que podem ser empregadas em diferentes fases do processo investigativo. O conteúdo incluiu o uso de tecnologias emergentes e procedimentos técnicos que visam melhorar a produção de provas e a compreensão das dinâmicas financeiras e digitais adotadas por organizações criminosas.

  • Inteligência Artificial aplicada à investigação criminal;
  • Rastreamento de criptoativos e identificação de fluxos financeiros;
  • Investigação patrimonial para mapeamento de bens e lavagem de ativos;
  • Extração e análise de dados armazenados em dispositivos móveis.

Integração e troca de práticas

Além do conteúdo técnico, o curso teve caráter integrador: possibilitou o intercâmbio de experiências entre delegados de diferentes regiões do país. Esse compartilhamento de práticas é apontado como ferramenta importante para a uniformização de procedimentos e para o fortalecimento das ações conjuntas no enfrentamento às organizações criminosas.

Contexto institucional

A iniciativa insere-se no contexto da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (RENORCRIM), que reúne profissionais e unidades especializadas de vários estados. O alinhamento entre unidades locais e a rede nacional busca ampliar a capacidade de investigação e facilitar operações que envolvam atuação interestadual das quadrilhas.

Relevância das novas ferramentas

Os temas tratados refletem mudanças nas modalidades de ação de grupos criminosos, que têm recorrido a recursos tecnológicos e financeiros para dificultar a atuação das autoridades. O domínio de técnicas como análise de criptoativos e extração forense de dispositivos móveis amplia a capacidade de produção de elementos de prova e a eficácia das investigações.

Desdobramentos práticos

Embora o relatório de conclusão do curso não detalhe operações específicas, a capacitação pode repercutir em investigações conduzidas por unidades como o DRACO, ao fornecer aprimoramento metodológico e ferramentas analíticas. A formação conjunta favorece ainda a execução de operações integradas, quando necessário, por permitir entendimento comum de procedimentos e padrões técnicos.

Dados-chave do curso

Item Informação
Período 27/07 a 07/08
Duração 84 horas-aula
Participantes 40 delegados de diferentes estados
Promotor Ministério da Justiça e Segurança Pública (parceria)

O curso em Macapá, além de capacitar profissionais, reforça a estratégia de integração entre os órgãos responsáveis pela investigação criminal no país. A aplicação prática dos conhecimentos depende agora da efetiva incorporação das técnicas nos procedimentos investigativos e da cooperação entre as unidades especializadas.

Bruno Salgueiro Damasceno
Bruno IA Editor de Segurança online

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