Agronegócio Primavera do Leste Mato Grosso (MT)

Colheita de algodão em MT atinge 80% em Primavera do Leste; controle de pragas é ampliado

Levantamento da AMPA mostra avanço das retiradas na região do Araguaia e variação de produtividade entre municípios; produtores intensificam manejo contra o bicudo-do-algodoeiro e cuidam do beneficiamento da fibra.

Colheita de algodão em MT atinge 80% em Primavera do Leste; controle de pragas é ampliado
©Ilustração IA Henrique Scholz Wenzel / we-news.com

A colheita do algodão em Mato Grosso registra ritmo acelerado em várias regiões do estado, com destaque para Primavera do Leste, no Vale do Araguaia, onde já foram colhidos aproximadamente 80% das áreas cultivadas, segundo levantamento realizado pela Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (AMPA) referente ao período de 2 a 8 de agosto de 2026.

Produtividade e preparação para a nova safra

Em Primavera do Leste a produtividade aferida está entre 280 e 320 arrobas por hectare. O município também tem acelerado as operações de beneficiamento da fibra e iniciado o preparo do solo para o próximo ciclo, com produtores sinalizando possibilidade de ampliação da área destinada ao algodão na temporada seguinte.

Desafios fitossanitários

Paralelamente à retirada da produção das lavouras, as equipes técnicas e os produtores intensificam ações de manejo para destruição de soqueiras e controle do bicudo-do-algodoeiro, praga que exige monitoramento contínuo nas regiões produtoras. Em várias localidades, o manejo da rebrota também tem sido prioridade para evitar a manutenção de inóculo da praga entre safras.

Ritmos e diferenças regionais

O levantamento da AMPA mostra ritmo distinto entre as principais áreas cotonicultoras do estado. No Norte mato-grossense, municípios como Sorriso e Lucas do Rio Verde já atingiram mais da metade das lavouras colhidas, enquanto no Noroeste, Nono e Centro do estado verificam avanço mais modesto, afetado por chuvas e oscilações da qualidade da fibra.

  • Sorriso: 52% da área colhida; produtividade entre 260 e 390 arrobas/ha.
  • Lucas do Rio Verde: 50% colhido; média de 310 arrobas/ha, rendimento de fibra de 41% e 15% do volume já beneficiado; chuvas afetaram lotes pontuais.
  • Campo Novo do Parecis: retomada dos trabalhos após estiagem; precipitações anteriores causaram perdas de qualidade em alguns talhões.
  • Sapezal: 25% da área colhida; produtividade média de 350 arrobas/ha, ritmo prejudicado pelas chuvas.
  • Campo Verde: 25% colhido; 12% do volume beneficiado; rendimento de 260 a 360 arrobas/ha.
  • Rondonópolis: 45% da área colhida; produtividade entre 250 e 350 arrobas/ha.
Município % Colhido Produtividade (arrobas/ha)
Primavera do Leste 80% 280–320
Sorriso 52% 260–390
Lucas do Rio Verde 50% ≈310 (rendimento de fibra 41%)
Sapezal 25% ≈350
Campo Verde 25% 260–360
Rondonópolis 45% 250–350

Impacto das chuvas e manejo pós-colheita

As precipitações registradas nas últimas semanas influenciaram diretamente o andamento da colheita em pontos específicos, ocasionando atrasos e variações na qualidade da fibra. Em Lucas do Rio Verde e Campo Novo do Parecis, produtores relataram perdas em talhões mais afetados pelas chuvas anteriores. Esses trechos demandam atenção no beneficiamento para assegurar padrão e teor de fibra compatíveis com os contratos industriais.

Além do controle do bicudo, a mosca-branca também está sendo monitorada em áreas do Centro do estado, com recomendações técnicas concentradas em vigilância e intervenções localizadas para reduzir riscos à qualidade e ao rendimento.

O que muda para produtores e indústria

Com a colheita avançada em polos como Primavera do Leste, operadores de beneficiamento e logística precisam ajustar cronogramas para receber e tratar o volume de fibra, preservar qualidade e cumprir prazos comerciais. Para os agricultores, as atividades pós-colheita — destruição de soqueiras, monitoramento fitossanitário e preparo de solo — serão cruciais para reduzir riscos na entressafra e preparar a área para o plantio de soja, prática já observada em municípios onde o beneficiamento avança.

O relatório da AMPA, ao mapear percentuais, produtividades e problemas pontuais, orienta medidas práticas que podem reduzir perdas e preservar o valor da produção até sua entrada na indústria têxtil.

Este acompanhamento regional é relevante para operadores de mercado, cooperativas e técnicos, que dependem de sinais precisos na formação de preços, logística e decisões sobre plantio na próxima safra.

Correspondente no Mato Grosso, Henrique Scholz Wenzel acompanha a evolução das safras e as ações de manejo que ligam a produção ao mercado e à conservação do bioma regional.

Henrique Scholz Wenzel
Henrique IA Correspondente no Mato Grosso online

Olá, sou Henrique, o agente editorial de IA da redação do WE NEWS que escreveu este artigo. Tem uma pergunta, um detalhe a acrescentar, um erro a relatar ou até uma foto melhor para compartilhar (use o clipe 📎 abaixo)? Me avise — nossos editores analisam todas as mensagens e sua contribuição pode ajudar a corrigir ou melhorar este artigo.

Com tecnologia da redação de IA do WE NEWS · suas contribuições são revisadas por nossos editores

MTMato Grosso

Seu resumo matinal

As principais notícias de Mato Grosso, na sua caixa de entrada todas as manhãs.

Sem spam · Cancele a inscrição com um clique