O Amapá terá cinco candidatos ao governo estadual nas eleições de 2026, segundo levantamento com nomes registrados pela movimentação política local. A disputa concentra atenção no confronto entre o atual governador Clécio Luís (União Brasil) e o ex-prefeito de Macapá Antônio Furlan (PSD), conhecido como Dr. Furlan, com pesquisas recentes indicando vantagem do ex-gestor municipal.
Quem vai concorrer
Além dos dois principais nomes, outras três candidaturas foram confirmadas e complementam o quadro eleitoral do estado:
- Clécio Luís — União Brasil (atual governador, busca reeleição);
- Dr. Furlan (Antônio Furlan) — PSD (ex-prefeito de Macapá);
- Jairo Palheta — PCO;
- Carlos Cley — PSTU;
- Marcos Reátegui — Democracia Cristã.
O levantamento também destaca que a candidatura de Dr. Furlan ganhou força após sua reeleição em Macapá em 2024, quando obteve ampla votação no pleito municipal. Já Clécio Luís chega à disputa com a prerrogativa de governante em exercício e com articuladores políticos locais e nacionais apontados como apoiadores.
Contexto político e sinais de competitividade
O cenário eleitoral no Amapá assume caráter competitivo em virtude da presença de dois nomes com trajetória de gestão pública em Macapá — capital e maior colégio eleitoral do estado — o que tende a polarizar a disputa por tempo de TV, palanques e captação de apoios regionais. Em levantamento recente da Quaest, o ex-prefeito aparece à frente, embora o resultado e a margem não tenham sido detalhados na nota que lista os candidatos.
Do ponto de vista prático, a presença do governador na disputa confere à campanha do candidato do União Brasil duas vantagens institucionais: visibilidade administrativa e contato direto com programas estaduais. Por outro lado, candidatos que saem de prefeituras reeleitos, como Dr. Furlan, costumam explorar a gestão local como cartão de visita eleitoral, enfatizando obras e serviços entregues.
Implicações para o eleitor
Para os eleitores, a definição do quadro aponta para uma escolha entre continuidade administrativa e alternativa municipal. Temas que costumam pesar em campanha estadual no Amapá incluem saúde, transporte fluvial e rodoviário, emprego e políticas públicas para comunidades ribeirinhas e indígenas — pautas centrais para o cotidiano da população, especialmente fora da capital.
É relevante que o eleitor acompanhe informações sobre:
- Programas e metas de governo apresentados por cada candidato;
- Coligações e apoios políticos que podem influenciar a governabilidade;
- Pesquisas de intenção de voto com metodologia e margem de erro divulgadas publicamente.
Calendário eleitoral
As eleições previstas para governador seguem o calendário nacional: o primeiro turno está marcado para 4 de outubro de 2026. Caso nenhum candidato alcance maioria absoluta, o segundo turno ocorrerá em 25 de outubro de 2026. O período entre as datas será decisivo para alianças, definição de programas e a intensificação de ações de campanha.
Mapa das candidaturas
| Nome | Partido | Observação |
|---|---|---|
| Clécio Luís | União Brasil | Atual governador, candidato à reeleição |
| Dr. Furlan (Antônio Furlan) | PSD | Ex-prefeito de Macapá; figura principal da oposição |
| Jairo Palheta | PCO | Candidato de partido menor |
| Carlos Cley | PSTU | Candidatura de esquerda |
| Marcos Reátegui | Democracia Cristã | Também identificado como Delegado Marcos |
À medida que a campanha avança, espera-se divulgação mais detalhada de programas de governo, acordos políticos e pesquisas com metodologia completa. Essas informações serão determinantes para mapear cenários de segundo turno e avaliar a viabilidade de cada candidatura no tabuleiro eleitoral do Amapá.
Reportagem: Renato Salgado Albuquerque — com base em material de agências e levantamentos públicos.