Um catamarã de bandeira francesa naufragou perto das 00:00 de hoje junto ao molhe da Praia Norte, em Viana do Castelo. Os dois tripulantes embarcados saíram pelos seus próprios meios e não sofreram ferimentos, informou à Lusa o comandante da Capitania de Viana do Castelo, João Simões.
Incidente e primeiros despachos
Segundo o relato das autoridades, a embarcação encalhou junto ao molhe e ficou, de acordo com a mesma fonte, «totalmente destruída». Apesar de a remoção dos destroços ser responsabilidade do proprietário do veleiro, esse proprietário não se encontrava a bordo no momento do acidente. As autoridades locais anunciaram a execução de um plano para a retirada das destroços e para mitigar riscos imediatos à navegação e ao ambiente costeiro.
- Hora do acidente: cerca das 00:00;
- Local: encalhe junto ao molhe da Praia Norte, Viana do Castelo;
- Tripulação: dois tripulantes, ilesos, pernoitaram em hotel local e estão a prestar declarações;
- Estado do catamarã: «totalmente destruído»;
- Itinerário da embarcação: vinha a navegar desde o Mediterrâneo, esteve fundeada em Cascais e seguia rumo a França.
Actuação das autoridades e próximos passos
O comandante da Capitania referiu que os tripulantes saíram pelos seus próprios meios e que se encontram a colaborar com as autoridades, prestando declarações. As forças portuárias e de salvamento estão a coordenar os procedimentos para retirar os destroços do local, numa operação que inclui a avaliação dos riscos de poluição e de obstáculo à navegação.
«Os dois tripulantes saíram pelos seus próprios meios, ilesos», afirmou João Simões.
Embora a responsabilidade formal pela remoção do casco recaia sobre o dono da embarcação, a presença de destroços junto ao molhe — uma zona de intenso tráfego local e de lazer — exige uma intervenção célere por parte das entidades marítimas para salvaguardar embarcações, pescadores e banhistas, bem como para prevenir danos ambientais.
Contexto local e efeitos económicos
Viana do Castelo é um porto com intensa actividade turística e pesqueira durante o verão, e acidentes deste tipo levantam preocupações imediatas sobre segurança e imagem do litoral. A presença de um casco destruído junto à Praia Norte pode condicionar movimentos de recreio e de pesca nas imediações do molhe enquanto decorrem as operações de remoção.
Não sendo conhecida, até ao momento, a extensão de eventuais impactos ambientais (por exemplo, fuga de combustíveis ou resíduos), a opção pelas autoridades em montar um plano de remoção procura minimizar possíveis consequências. As operações de limpeza e salvamento podem implicar custos e logística que habitualmente mobilizam recursos locais e, por vezes, meios especializados vindos de outras infra-estruturas portuárias regionais.
Investigação e depoimentos
As causas do encalhe estão a ser investigadas pelas autoridades competentes. Os dois tripulantes, que passaram a noite em Viana do Castelo, estão a prestar declarações sobre as circunstâncias do acidente e sobre o estado da embarcação antes do incidente. Informações preliminares indicam que o catamarã vinha a navegar desde o Mediterrâneo, esteve fundeado em Cascais e seguia para França, mas as razões específicas que levaram ao encalhe junto ao molhe ainda não foram confirmadas oficialmente.
Enquanto decorre o inquérito, a população e os utilizadores do porto e da Praia Norte poderão sentir constrangimentos pontuais provocados pelas operações. As autoridades marítimas prometem atualizações conforme se avancem as tarefas de remoção e as conclusões da investigação.
A cidade de Viana do Castelo, que vive intensamente da presença da sua costa — tanto em termos comerciais como turísticos — segue atenta aos desdobramentos deste caso, que serve de lembrete da importância da vigilância e da cooperação entre proprietários de embarcações e forças de autoridade para reduzir riscos na orla marítima.