Arranca hoje a 6.ª edição do Festival Cidnay Vale do Ave, que até 26 de setembro vai desenvolver 43 iniciativas nos concelhos de Vila Nova de Famalicão, Santo Tirso e Trofa. Promovida pela FAMART Plataforma Artística, a mostra apresenta-se este ano sob o tema «Futuro: Tempo Presente» e traz ao território 55 artistas de 17 nacionalidades, com destaque para a estreia da Orquestra Festival do Vale do Ave.
Programação plural e iniciativas de manhã à madrugada
A organização anuncia um programa que cruza vários universos musicais, do repertório erudito às linguagens mais contemporâneas e ao jazz. Entre as propostas marcantes estão as estreias nacionais de Rothko Chapel, de Morton Feldman, numa colaboração do Coletivo Contemporâneo do Vale do Ave com o Coro da Casa da Música, e de November, de Dennis Johnson, definida como «uma experiência artística singular» que decorrerá durante a noite, entre as 24:00 de sábado e as 07:00 de domingo, em contexto museológico.
A programação reúne ainda atuações a solo e concertos concebidos para esta edição, com nomes e projetos que atravessam gerações e geografias. Entre as participações individuais destacam-se o violetista britânico Timothy Ridout e a flautista neerlandesa Lucie Horsch, que será presença regular e conduzirá, entre outros momentos, o emblemático concerto «Acordar» previsto para 19 de setembro, um encontro com a música ao nascer do sol, ao ar livre.
- Datas: até 26 de setembro
- Iniciativas: 43 no total
- Artistas: 55 de 17 nacionalidades
- Edição: 6.ª
Encontros e colaborações locais
O concerto de abertura, já esta noite, reúne a violetista chinesa Wenting Kang e o acordeonista português João Barradas, que propõem uma viagem pelos universos musicais da Catalunha e de Buenos Aires do século XX. Outras propostas previstas para o festival incluem um diálogo entre herança e reinvenção com Lucie Horsch e o cravista francês Justin Taylor (19 de setembro) e um conjunto de revisitações de obras românticas para viola e piano por Máté Szűcs (Hungria) e Isolda Crespi (17 de setembro).
Na diversidade de géneros, o jazz e a música klezmer marcam presença: o João Barradas Trio com Jonathan Kreisberg assume um lugar de destaque num concerto marcado para sábado, enquanto a Festa Klezmer está programada para 18 de setembro. No final do mês, a 23 de setembro, o violoncelista sueco Torleif Thedéen integra um conjunto internacional de instrumentistas para uma interpretação coletiva que reforça o caráter transnacional do evento.
«A programação inclui ainda uma seleção de reencontros inéditos, concebidos especificamente para esta edição do festival», indicou a organização.
Impacto cultural e expectativas locais
Para Santo Tirso, a inclusão no roteiro do festival representa uma oportunidade de visibilidade cultural e de atração de público regional. A aposta em estreias nacionais e em projetos concebidos ad hoc para o Vale do Ave tende a dinamizar espaços museológicos, auditórios e locais ao ar livre, estimulando fluxos culturais entre três concelhos vizinhos e criando circuitos que beneficiam operadores culturais, música ao vivo e serviços associados.
Do ponto de vista artístico, a programação reflete uma estratégia que pretende aproximar patrimónios estéticos distintos — do legado romântico à experimentação contemporânea — e consolidar o Vale do Ave como palco de programação de escala internacional.
| Item | Valor |
|---|---|
| Iniciativas | 43 |
| Artistas | 55 |
| Nacionalidades | 17 |
| Edição | 6.ª |
Ao longo dos próximos dias, espera‑se que a circulação de públicos e profissionais contribua para a economia local, mesmo que de forma pontual, e que os projetos específicos apresentados nesta edição deixem reflexos na oferta cultural do concelho. A programação completa e os locais dos espetáculos podem ser consultados junto dos promotores e das autarquias envolvidas.