Ao longo dos meses de férias escolares, quase 150 crianças e jovens residentes em vários conjuntos habitacionais da Madeira participaram no projecto «Férias Vivas 2026», uma iniciativa promovida pela IHM – Investimentos Habitacionais da Madeira, EPERAM. A ação, vocacionada para quem tem entre 6 e 12 anos, combinou atividades de ocupação de tempos livres, convívio e promoção de estilos de vida saudáveis.
Intervenção de proximidade nos bairros
O programa decorreu nos meses de julho e agosto e destinou‑se a crianças e jovens que vivem nos conjuntos habitacionais da Nazaré, Ribeira Grande, Comandante Camacho de Freitas, Santo Amaro, Ribeiro Real, Torre‑Machico e Nogueira. O objetivo declarado pelos promotores foi proporcionar experiências educativas e recreativas que respondessem às necessidades locais durante o período de interrupção letiva.
No último dia de agosto, a iniciativa terminou com um passeio de catamarã pela costa da ilha, que incluiu observação de cetáceos no seu ambiente natural. À chegada ao Cais 8, na Marina do Funchal, os participantes foram recebidos por responsáveis da região e da IHM, numa sessão que serviu também para fazer um balanço das atividades.
Presença institucional e avaliação final
Na receção participaram o secretário regional de Equipamentos e Infraestruturas, Pedro Rodrigues, e vogais do Conselho de Administração da IHM, nomeadamente Helena Correia e Vítor Pereira. O governante realçou o carácter de proximidade da intervenção e a importância de ocupar os tempos livres de forma construtiva para o desenvolvimento pessoal dos menores.
«O projeto constitui um excelente exemplo do que deve ser uma intervenção de proximidade», afirmou o secretário regional, destacando a ocupação saudável dos tempos livres e a intervenção direta nos conjuntos habitacionais.
Durante a ação de encerramento também se realizou uma avaliação final, na qual as crianças e jovens puderam partilhar as suas experiências e recordar momentos significativos vividos ao longo das semanas de atividades. Essa partilha serviu para aferir o alcance das ações e recolher sugestões que possam melhorar futuras edições.
Atividades e benefícios
Embora o programa tenha privilegiado o convívio e o lazer, as atividades procuraram igualmente fomentar hábitos saudáveis e oportunidades de aprendizagem fora do contexto escolar. A presença dos Polos Comunitários da IHM nos bairros foi sublinhada como elemento-chave para identificar necessidades locais e desenhar respostas ajustadas à realidade das famílias.
- Idades abrangidas: 6 a 12 anos;
- Conjuntos habitacionais envolvidos: Nazaré, Ribeira Grande, Comandante Camacho de Freitas, Santo Amaro, Ribeiro Real, Torre‑Machico, Nogueira;
- Atividade final: passeio de catamarã com observação de cetáceos;
- Objetivos: ocupação saudável dos tempos livres, convívio, aprendizagem e desenvolvimento pessoal.
Dados por local
| Conjunto Habitacional | Participação |
|---|---|
| Nazaré | Incluído entre os participantes |
| Ribeira Grande | Incluído entre os participantes |
| Comandante Camacho de Freitas | Incluído entre os participantes |
| Santo Amaro | Incluído entre os participantes |
| Ribeiro Real | Incluído entre os participantes |
| Torre‑Machico | Incluído entre os participantes |
| Nogueira | Incluído entre os participantes |
O número global de participantes ronda as 150 crianças e jovens, segundo os dados divulgados no encerramento. A tipologia das atividades procurou ser variada para manter o interesse dos diferentes grupos etários e promover interações sociais entre residentes de diferentes bairros.
Impacto local e pistas para o futuro
Para além do efeito imediato — ocupação dos tempos livres e entretenimento —, ações como «Férias Vivas» funcionam como instrumentos de coesão social ao reforçar redes de apoio locais e a proximidade entre famílias e serviços comunitários. A aposta nos Polos Comunitários da IHM revela um enfoque em respostas ajustadas ao terreno, que poderão servir de base para replicar ou ajustar projetos em futuras épocas de férias.
Os responsáveis apelaram à continuidade de iniciativas semelhantes, salientando que a observação conjunta do mar e da fauna marinha se revelou particularmente marcante para muitos dos participantes, ampliando o seu conhecimento sobre o ambiente natural da ilha.
O balanço final desta edição ficará, por agora, nas memórias dos miúdos que durante semanas trocaram o tempo ocioso por atividades organizadas, e nas notas das equipas da IHM que terão agora matéria para avaliar e programar o próximo ano.