Uma tradição que mobiliza a cidade
Milhares de fiéis subiram, na manhã deste domingo, à Penha, participando na 133.ª Peregrinação Arciprestal — a maior manifestação religiosa do concelho de Guimarães. A iniciativa começou pelas 08:00, com a concentração e partida na Colegioda de Nossa Senhora da Oliveira, e prolongou-se pelas ruas da cidade e pela freguesia da Costa até ao Santuário da Penha.
Ritual, música e juventude
A caminhada voltou a afirmar-se como um dos momentos mais expressivos da vivência religiosa vimaranense, reuniu fiéis de diversas paróquias e comunidades e foi, segundo a Câmara de Guimarães, «acompanhada por fanfarras e escuteiros». O cortejo misturou devoção tradicional com participação de movimentos e grupos juvenis, sublinhando a dimensão intergeracional da peregrinação.
- Hora de início: 08:00 na Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira
- Destino: Santuário da Penha
- Elemento simbólico: lema «Com Maria, servir e acolher a todos»
- Missa campal: 11:00, presidida pelo arcebispo de Braga José Cordeiro
Autoridades e significado local
À cerimónia assistiu o presidente da Câmara, Ricardo Araújo, que reconheceu a «importância desta manifestação religiosa enquanto expressão maior da identidade, da história e das tradições de Guimarães», numa publicação partilhada pela autarquia nas redes sociais. A presença de representantes do poder local reforça o carácter público e cultural do evento, que ultrapassa o estrito âmbito litúrgico e integra-se no calendário cívico da cidade.
«Valorizar o papel das comunidades, das paróquias, dos movimentos e de todos os que mantêm viva esta celebração», referiu a Câmara sobre a peregrinação.
Dimensão social e económica
A peregrinação assume também efeitos práticos para a cidade: a deslocação de milhares de pessoas implica logística de segurança, policiamento e apoio por parte dos serviços municipais, além de reflexos no comércio local, restauração e transportes. Se por um lado o carácter religioso é preponderante, por outro a manutenção de uma tradição com mais de um século contribui para a economia de proximidade, sobretudo em dias de afluência ao topo da serra da Penha.
| Elemento | Detalhe |
|---|---|
| Edição | 133.ª Peregrinação Arciprestal |
| Início | 08:00, Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira |
| Missa | 11:00, presidida por José Cordeiro (arcebispo de Braga) |
| Lema | «Com Maria, servir e acolher a todos» |
Continuidade de uma prática comunitária
Ao longo das várias décadas, a Peregrinação Arciprestal à Penha consolidou-se como um espaço de encontro para famílias, grupos comunitários e movimentos religiosos do concelho e da região. A conjugação de elementos litúrgicos, música, participação juvenil e intervenção municipal contribui para que a iniciativa seja vista não só como acto de fé, mas também como elemento de coesão social.
Para muitos vimaranenses, a subida à Penha continua a ser um momento de reafirmação de laços com a cidade e com a sua história. A organização e a procura por parte dos fiéis nas diferentes edições colocam desafios logísticos e representam uma oportunidade para projectar, de forma serena, componentes identitárias e turísticas do território nortenho.
Da parte da Igreja, a missa campal presidida por José Cordeiro constituiu o momento central de culto, enquanto a câmara local sublinhou a importância da participação dos movimentos e das comunidades para a vitalidade desta celebração.