O tráfego na Ciclovia Tim Maia, junto à orla do Rio de Janeiro, foi interditado na tarde desta terça-feira, 11 de agosto, depois de a Marinha do Brasil ter emitido um aviso de ressaca para o litoral carioca. A medida, anunciada pelo Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio (COR-Rio), visa prevenir riscos aos utilizadores da ciclovia e a quem circula nas zonas adjacentes ao mar.
Motivo e extensão da interdição
Segundo o COR-Rio, a interdição iniciou-se às 18h10 e abrange o troço entre a Praia de São Conrado e a passarela metálica do Vidigal. A decisão foi tomada à luz do aviso da Marinha, que prevê ondas de até 2,5 metros a atingir a orla até às 23h59 do mesmo dia. Como medida preventiva, foram divulgadas várias recomendações à população.
Entre as orientações oficiais destacam-se avisos para que as pessoas evitem o banho de mar e a prática de desportos aquáticos durante o período de ressaca, além de recomendações para não permanecerem em mirantes ou zonas próximas ao mar. O COR-Rio apela ainda a que os pescadores se abstenham de navegar enquanto o alerta estiver em vigor e que, em caso de acidente, se contacte o Corpo de Bombeiros pelo número 193.
«A recomendação é evitar banho de mar e a prática de desportos aquáticos durante o período de ressaca.»
Previsão meteorológica e riscos associados
O sistema Alerta Rio assinalou que o transporte de humidade do oceano para o continente continuará a influenciar o tempo na capital, com céu encoberto durante grande parte do dia e possibilidade de chuva fraca ou moderada em pontos isolados. Os ventos deverão variar entre fracos e moderados, com rajadas que podem alcançar os 51,9 km/h, aumentando a sensação de instabilidade junto à costa.
| Parâmetro | Valor previsto |
|---|---|
| Altura das ondas | Até 2,5 m |
| Velocidade do vento | Até 51,9 km/h |
| Temperaturas previstas | Mínima 15°C / Máxima 23°C |
- Interdição da ciclovia entre São Conrado e Vidigal iniciada às 18h10.
- Aviso da Marinha válido até as 23h59 do dia 11 de agosto.
- Recomendações: evitar banho de mar, desportos aquáticos, permanecer em mirantes e navegar.
Para além do impacto imediato na mobilidade costeira — nomeadamente na utilização da ciclovia e no acesso a zonas de passeio — a situação sublinha a necessidade de coordenação entre portos, forças de segurança e serviços de proteção civil quando ocorrem fenómenos marítimos adversos. Eventos de ressaca implicam riscos não só para nadadores e praticantes de desportos aquáticos, mas também para peões e ciclistas que circulam em infraestruturas próximas ao nível do mar.
O episódio serve ainda como lembrete da importância de seguir as comunicações oficiais. Em caso de emergência, a recomendação é não tentar resgates por conta própria e contactar o Corpo de Bombeiros (193). As autoridades locais mantêm-se em vigilância enquanto o aviso da Marinha estiver ativo e aconselham a população a acompanhar atualizações dos órgãos meteorológicos e operacionais.
Em apuramento junto dos serviços municipais e da Marinha, as informações divulgadas manter-se-ão sujeitas a atualização conforme evoluam as condições marítimas e meteorológicas.