Fogo teve origem em Ponte de Lima e ganhou extensão para Viana do Castelo
O incêndio que teve início no domingo, pelas 14h20, no concelho de Ponte de Lima alargou na segunda-feira à margem do rio e passou para o distrito de Viana do Castelo, mantendo três frentes ativas, indicaram fontes oficiais presentes no teatro de operações.
Segundo a informação disponível, o dispositivo no terreno integra 171 operacionais, apoiados por 49 viaturas e cinco meios aéreos. Estão também empenhados elementos da Força Aérea, do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) e do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).
«Os trabalhos decorrem agora de forma favorável», afirmou o comandante dos Bombeiros Sapadores de Viana do Castelo, sublinhando as «condições meteorológicas exigentes» e os «acessos limitados e com algum declive».
Áreas afetadas e situação das populações
Em Ponte de Lima, as zonas mais afetadas são Vitorino de Piães, Donas e Facha. Em Viana do Castelo, os incêndios incidem nas zonas de Geraz do Lima e Santa Leocádia. As autoridades locais indicaram que, até ao momento, não existem casas em perigo, sendo as chamas confinadas ao perímetro florestal.
Face às restrições de acesso e ao desnível do terreno, os meios terrestres concentram-se em contenção das frentes enquanto os meios aéreos realizam lançamentos pontuais para reduzir a intensidade do fogo em pontos críticos.
Contexto meteorológico e avisos
A operação decorre num quadro de «condições meteorológicas exigentes», com previsão de tempo quente, aguaceiros e trovoadas em várias regiões do país. O Instituto do Ambiente tem activado avisos, com o distrito de Viana do Castelo entre os concelhos sob alerta. Segundo as comunicações oficiais, os seguintes distritos estavam sob aviso laranja:
- Viana do Castelo
- Braga
- Porto
- Vila Real
- Bragança
- Aveiro
- Viseu
- Guarda
- Coimbra
O cenário meteorológico torna as operações mais exigentes, sobretudo em locais com acessos limitados e declives, pelo que a coordenação entre meios terrestres e aéreos é considerada determinante.
Recursos mobilizados e prioridades operacionais
As prioridades no terreno continuam a ser a protecção de pessoas e bens e a contenção das frentes para evitar que o fogo ganhe novos perímetros. A coordenação entre bombeiros locais, forças aéreas e entidades como o ICNF e o INEM pretende garantir uma resposta adaptada às dificuldades topográficas.
| Recurso | Quantia |
|---|---|
| Operacionais | 171 |
| Viaturas | 49 |
| Meios aéreos | 5 |
Fontes no local reiteraram que, apesar da evolução favorável em alguns sectores, a situação continua a exigir vigilância e meios suficientes até ao completo rescaldo das zonas afetadas.
Impacto local e perspectivas
Para os residentes de freguesias como Vitorino de Piães, Donas e Facha, a mobilização rápida dos meios é um alívio, mas a incerteza sobre a duração das operações preocupa quem tem habitações e explorações agrícolas perto da mata. A preservação do perímetro florestal tem impacto direto na actividade rural e no turismo de natureza, dois vetores importantes para a economia local.
As autoridades apelam à população para manter a calma, evitar deslocações desnecessárias nas áreas em operações e seguir as indicações dos serviços de protecção civil e dos bombeiros.
A evolução do incêndio será acompanhada ao longo do dia, com actualizações das entidades responsáveis e, se necessário, reforço de meios conforme a condição meteorológica e a dinâmica do fogo.