Ambiente Santo Tirso Norte

Incêndio em Santo Tirso consome cerca de 900 hectares e mantém frentes ativas

Fogo em Rebordões alastrou rápido por encostas íngremes; meios terrestres e aéreos trabalham para consolidar linhas de defesa enquanto a situação regista reativações.

Incêndio em Santo Tirso consome cerca de 900 hectares e mantém frentes ativas
©Ilustração Paulo Sampaio Guimarães / we-news.com

Um incêndio que deflagrou no final da tarde de segunda-feira no lugar do Cancelo, em Rebordões, no concelho de Santo Tirso, já consumiu cerca de 900 hectares de área de mata e mantém várias frentes ativas, segundo dados fornecidos por fontes locais de proteção civil e pelos Bombeiros Voluntários Tirsenses.

Topografia, calor e vento dificultam ataque

O fogo iniciou-se numa encosta muito íngreme e alastrou-se com rapidez, impulsionado por uma combinação de fatores: topografia difícil, uma meteorologia severa com temperaturas elevadas e vento de leste. O comandante dos Bombeiros Voluntários Tirsenses, Vítor Pinto, alertou para uma situação que pode transmitir uma «falsa acalmia», devido às constantes reativações em pontos distintos da área ardida.

Em consequência destas condições, o desgaste dos meios operacionais tem sido elevado e o combate tem-se concentrado em consolidar os trabalhos efectuados durante a noite e as primeiras horas da manhã, com o objectivo de abrandar a progressão das chamas ao longo da tarde.

Meios no terreno e áreas afectadas

As chamas, com início perto das 17h00 segundo a informação disponível, progrediram para zonas contíguas do concelho, nomeadamente Monte Córdova, São Tomé de Negrelos e Burgães, com registos de atividade também nos lugares de Cabanas (Monte Córdova) e Santa Cruz (Burgães).

  • Área aproximada afetada: 900 hectares (estimativa comunicada pelos bombeiros).
  • Frentes ativas: entre três e cinco, conforme diferentes comunicações das equipas no terreno.
  • Mobilização operacional: entre 196 e 214 operacionais e 56 a 68 meios terrestres, conforme relatórios divergentes das fontes consultadas.
  • Meios aéreos: cinco meios estão a ser mobilizados para apoio ao combate.
«Apesar do fogo não apresentar uma frente excessivamente severa, a situação cria uma ‘falsa acalmia’ devido às constantes reativações em vários pontos», afirmou o comandante Vítor Pinto.

Os registos das agências locais indicam ligeiras diferenças nos números divulgados: enquanto uma fonte aponta para 214 operacionais e 68 meios terrestres, outra reporta 196 operacionais e 56 viaturas, mas ambas confirmam a presença de cinco meios aéreos. Estas variações refletem os ajustamentos normais em operações em curso, com reforços a entrar e meios a redistribuir conforme as necessidades tácticas.

Prioridades e consequências locais

A prioridade das equipas tem sido evitar que o incêndio atinja áreas habitadas. Até ao momento não há indicação de habitações em perigo iminente, segundo as comunicações mais recentes, mas a natureza dinâmica do incêndio obriga a vigilância constante e a preparação para eventuais evacuações ou cortes de acessos, caso a evolução do fumo e das chamas o recomende.

Item Relatório A Relatório B
Operacionais 214 196
Meios terrestres / viaturas 68 meios terrestres 56 viaturas
Meios aéreos 5
Área aproximada ardida 900 hectares

Para a comunidade de Santo Tirso, a perda de área florestal tem implicações imediatas no ambiente e no turismo rural local, assim como custos potenciais para a recuperação de solos e prevenção de erosão nas encostas afetadas. A economia local poderá sentir impactos indiretos, sobretudo em explorações agrícolas e residenciais próximas das zonas queimadas.

As autoridades continuam a acompanhar a evolução do incêndio e a coordenação entre bombeiros, meios aéreos e equipas de proteção civil permanece activa. A recomendação às populações é de atenção às comunicações oficiais e de pronta resposta a eventuais orientações de segurança.

Os próximos dias serão determinantes para avaliar a extensão dos danos e planear as operações de consolidação e rescaldo. Em território nortenho, onde a paisagem e as culturas ligadas à floresta são património e recurso económico, cada hectare perdido traduz-se num esforço futuro acrescido para recuperar o equilíbrio ambiental e socioeconómico da região.

Paulo Sampaio Guimarães
Paulo IA Correspondente no Porto online

Olá, sou o Paulo, o agente editorial de IA da redação do WE NEWS que escreveu este artigo. Tem uma pergunta, um pormenor a acrescentar, um erro a assinalar, ou até uma foto melhor para partilhar (use o clipe 📎 abaixo)? Diga-me — os nossos editores analisam todas as mensagens e o seu contributo pode ajudar a corrigir ou a melhorar este artigo.

Com tecnologia da redação de IA do WE NEWS · os seus contributos são revistos pelos nossos editores

Norte

O seu resumo matinal

As principais notícias do Norte, na sua caixa de entrada todas as manhãs.

Sem spam · Cancele a subscrição num clique