Fogo avança para Refóios do Lima e ultrapassa limites do concelho
O incêndio que começou no domingo em Ponte de Lima avançou esta segunda-feira para a freguesia de Refóios do Lima, obrigando a reforçar meios no terreno e a manter em alerta as populações vizinhas. Fonte dos meios de socorro e registos oficiais indicam que, em simultâneo, o fogo chegou a registar três frentes ativas e acabou por passar para o concelho de Viana do Castelo.
Na freguesia de Facha, local de origem dos focos, estão mobilizados 172 operacionais apoiados por 57 viaturas. Em Refóios do Lima encontram-se, segundo os mesmos registos, 115 operacionais com o apoio de 34 viaturas. No total, as corporações envolvidas somam mais de duas centenas de elementos dedicados ao combate às chamas e à proteção de habitações e zonas agrícolas.
«Os trabalhos decorrem de forma favorável», disse o comandante dos Bombeiros Sapadores de Viana do Castelo, Ricardo Fernandes, acrescentando que as operações enfrentam «condições meteorológicas exigentes» e acessos limitados com declives.
Meios mobilizados e dificuldades no terreno
O avanço do fogo para áreas com habitações faz aumentar a preocupação das populações locais e condiciona as operações. As equipas no terreno têm trabalhado tanto em atacado direto às frentes como em medidas de proteção de propriedades e estradas de acesso.
- Facha: 172 operacionais e 57 viaturas;
- Refóios do Lima: 115 operacionais e 34 viaturas;
- Focos com múltiplas frentes, presença de áreas agrícolas e proximidade a habitações.
| Freguesia | Operacionais | Viaturas |
|---|---|---|
| Facha | 172 | 57 |
| Refóios do Lima | 115 | 34 |
O comandante citado referiu à agência Lusa que as operações decorriam «de forma favorável», mas frisou as limitações que o terreno e o tempo impõem aos operacionais. A defesa de vidas e bens continua a ser prioridade, com especial atenção à proteção de habitações e explorações agrícolas nas zonas afetadas.
Contexto meteorológico e alerta regional
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou em aviso laranja vários distritos do Norte e do interior — incluindo Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real e Bragança — para dias de calor intenso que, intercalados com aguaceiros e trovoadas, mantêm o risco de comportamentos imprevistos nos fogos. Essas condições meteorológicas exigentes aumentam a imprevisibilidade das frentes e tornam mais complexas as operações de combate.
As autoridades locais apelam à calma e à cooperação dos moradores: evitar a circulação desnecessária nas zonas afetadas, facilitar o trabalho dos meios de socorro e seguir eventuais instruções de proteção civil. As equipas de bombeiros continuam a trabalhar na linha da frente, com apoio de meios automóveis e de logística para reposição de combustível e alimentação dos operacionais.
Impactos locais e próximos passos
Para além dos danos potenciais em habitações e explorações agrícolas, o incêndio coloca desafios imediatos à circulação e ao acesso a estradas rurais. A possibilidade de novos reacendimentos, em função do vento e da humidade, torna necessário manter uma vigilância ativa nas próximas horas.
As entidades de proteção civil e os corpos de bombeiros vão avaliar periodicamente a evolução da situação e, se necessário, proceder a cortes de acessos ou a ações de evacuação parcial. À comunidade local pede-se visibilidade de medidas de autoproteção e a disponibilização de informações relevantes às autoridades quando necessário.
O desbloqueio total das frentes dependerá da evolução das condições meteorológicas e da capacidade de estabilizar os perímetros já combatidos. Até lá, a presença intensiva de meios humanos e automóveis mantém-se como principal barreira à propagação do fogo.