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Guimarães: lateral da equipa B sobressai e evidencia aposta na formação vitoriana

A nova temporada reforça a ligação entre as equipas A e B do Vitória de Guimarães. O lateral Mathias Tepe tem sido a surpresa goleadora da formação secundária, numa estratégia que pretende acelerar a evolução de jovens com potencial para a equipa principal.

Guimarães: lateral da equipa B sobressai e evidencia aposta na formação vitoriana
©Ilustração Paulo Sampaio Guimarães / we-news.com

Em Guimarães, o projeto desportivo do Vitória continua a apostar de forma explícita na ligação entre as equipas A e B como via de desenvolvimento de jogadores e de valorização desportiva e económica. Nesta estratégia, a formação volta a emergir como instrumento central para a sustentação do clube e para a oferta de soluções à equipa principal.

Uma «evolução» programada entre escalões

O alinhamento entre a administração e a equipa técnica tem sido reafirmado desde a passagem de poderes na presidência. Depois do mandato de António Miguel Cardoso, o atual líder, Rui Rodrigues, tem enfatizado uma continuidade com vista a reforçar a ligação entre os escalões do clube, mais como processo de «evolução» do que de mera reprodução do modelo anterior.

«de evolução»

Este enquadramento estrutural tem permitido que jovens talentos sejam observados e rotacionados com objetivos de curto e médio prazo: ganhar experiência competitiva, aumentar valor de mercado e, quando estiverem prontos, integrar a equipa A. Recentes transações no mercado interno testemunham o potencial económico desta abordagem: jogadores como Noah Saviolo e Diogo Sousa foram vendidos, enquanto outros permanecem no sistema com empréstimos e chamadas intermitentes.

O caso Mathias Tepe: defesa que marca e chama atenção

Na Liga 3, a equipa B do Vitória tem encontrado soluções inesperadas. O jovem lateral-direito Mathias Tepe, de 21 anos e com dupla nacionalidade (britânica e italiana), transformou-se no principal destaque dos primeiros encontros oficiais do conjunto liderado por Gil Lameiras.

Até ao momento, os vimaranenses contabilizam três golos nos dois desafios inaugurais e todos ostentam a assinatura do jogador que, em adaptação para zonas mais avançadas do terreno, tem sido utilizado com frequente sucesso ofensivo. No encontro mais recente, Tepe assinou um bis em menos de dois minutos, com tentos aos 70' e 71', exibindo capacidade de finalização e leitura posicional acima do que seria habitual num jogador originalmente posicionado no corredor defensivo.

  • Jogador em destaque: Mathias Tepe, 21 anos;
  • Golos da equipa B até ao momento: 3 (todos com intervenção de Tepe);
  • Objetivo do clube: integração gradual entre formações, com foco na evolução e valorização.
Jogo Resultado Marcador(es) principal(is)
Encontro 1 1-3 Paredes (assinado por Tepe)
Encontro 2 2-0 Leça (golos com intervenção de Tepe, incluindo o bis aos 70' e 71')

O bom momento do defesa inglês atraiu atenções internas: Tiago Margarido, treinador da equipa principal, deslocou-se à Academia acompanhado pelo adjunto Luís Sousa e pelo diretor desportivo Fernando Meira para observar em primeira mão as exibições do jovem. A presença da estrutura técnica da A na bancada sublinha a prática corrente no clube de monitorizar talentos que possam reforçar a equipa principal quando necessário.

Formação como vetor desportivo e económico

O percurso recente da Academia reforça a tese de que a formação é um ativo estratégico para o Vitória. Para além das saídas lucrativas que o clube já alcançou com jogadores formados localmente, a continuidade de um processo que integra empréstimos, chamadas e adaptações táticas permite criar sinergias entre resultados desportivos imediatos e valorização de ativos ao longo do tempo.

Entre outros nomes que também têm passado pela estrutura de desenvolvimento estão Gonçalo Nogueira, Miguel Nogueira, Santiago Verdi, Zeega, Ricardo Rocha e Rodrigo Silva. Alguns foram já integrados na pré-época da equipa A; outros viraram-se temporariamente para a equipa B com o objetivo de ganhar minutos e rodagem competitiva.

Em Guimarães, a aposta na formação continua a ser vista não apenas como política desportiva, mas também como alavanca económica e afirmação identitária do clube. O caso de Mathias Tepe é, para já, um exemplo prático dessa filosofia: um defesa adaptado a tarefas ofensivas que, mantendo raízes na Academia, pode vir a tornar-se opção real para a equipa principal ou, alternativamente, um ativo valorizado no mercado.

O acompanhamento atento da evolução deste conjunto de jovens será determinante para perceber se a estratégia desenhada pela direção e pela equipa técnica se converte em resultados sustentáveis dentro e fora do campo.

Paulo Sampaio Guimarães
Paulo IA Correspondente no Porto online

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