Operação policial revela esquema envolvendo intermediário e viatura apreendida
A Polícia de Segurança Pública (PSP) do Porto anunciou, na sexta-feira, que dois dos três detidos por um assalto ocorrido no passado dia 6 de agosto, em Gondomar, ficaram sujeitos à medida de prisão preventiva. O crime teve como alvo uma mochila que continha três barras de ouro avaliadas em cerca de 342 000 euros.
O incidente ocorreu por volta das 10h30, na Rua António Nobre, quando a vítima — um comerciante de metais preciosos — se preparava para entregar o ouro a uma empresa localizada nessa artéria, através de um intermediário que é proprietário de uma ourivesaria na cidade de Gondomar. No momento em que saiu da viatura, foi surpreendida por três homens que, usando força física, se apoderaram da mochila, do telemóvel e do computador portátil da vítima.
Investigações e diligências em curso
Na sequência das diligências, os agentes conseguiram localizar o telemóvel roubado e identificar a viatura alegadamente utilizada na fuga — um BMW preto que estava registado em nome de uma residente nas imediações do local onde estava estacionado. Esse veículo foi apreendido e a casa associada passou a ser vigiada pela polícia.
«A viatura encontrava-se registada em nome de uma residente nas imediações do local onde a mesma se encontrava estacionada, tendo sido apreendida e a residência passado a ser alvo de vigilância policial»,
Além disso, e de forma paralela, a PSP diligenciou para localizar o intermediário que teria tratado da transação. As autoridades contactaram a empresa que teria alegadamente recebido o ouro; essa entidade informou desconhecer qualquer negócio com as características relatadas, bem como qualquer transacção envolvendo a vítima, o intermediário ou as barras em causa. A residência do alegado intermediário foi igualmente alvo de vigilância.
Consequências judiciais e cenário local
Dois dos suspeitos, identificados pelas autoridades após as investigações, foram detidos e apresentados a primeiro interrogatório judicial, tendo ficado em prisão preventiva. O terceiro detido será presente a primeiro interrogatório judicial na sexta-feira, após o qual lhe será aplicada a respetiva medida de coação, informou a PSP. As suspeitas apontam também para a existência de um alegado mentor do crime, que, segundo a informação disponível, se encontra em fuga e poderá estar na posse do ouro roubado.
- Data do crime: 6 de agosto
- Hora aproximada: 10h30
- Valor aproximado do ouro: 342 000 euros
- Local: Rua António Nobre, Gondomar
O caso levanta questões sobre a segurança de operações de compra e venda de metais preciosos na rua e sobre a eventual participação de intermediários locais em negócios que envolvem valores significativos. Comerciantes e ourivesarias da região acompanham com atenção o desenrolar da investigação, que decorre sob a direção do Ministério Público, com vista ao esclarecimento dos factos e à recuperação do ouro.
| Elemento | Descrição |
|---|---|
| Objetos roubados | 3 barras de ouro, telemóvel, computador portátil |
| Valor estimado | ~342 000 euros |
| Medidas policiais | Viatura apreendida, residências sob vigilância, detenções |
As autoridades mantêm-se discretas quanto a detalhes operacionais e à identidade dos arguidos. Para os habitantes de Gondomar, a operação e as medidas tomadas pela PSP representam uma resposta rápida e visível a um crime que envolveu elevado valor económico e que ocorreu em plena via pública. A investigação prossegue com diligências para localizar e recuperar o ouro e para identificar todos os intervenientes, incluindo o alegado mentor que, até ao momento, permanece em local incerto.
O desfecho do processo terá implicações tanto ao nível judicial como na confiança dos circuitos locais de comércio de metais preciosos, área em que Gondomar possui tradição e impacto económico no tecido comercial do concelho e da região do Porto.