Três dias, novo espaço e aposta na participação local
O Festival de Música Folk da Maia volta a ocupar a agenda cultural da cidade e entra numa nova fase: a quinta edição realiza‑se entre 25 e 27 de setembro, passa a ter três dias de programação e instala‑se no Monte Calvário, em Nogueira. Com entrada livre, o evento pretende consolidar a relação entre artistas, público e território, aproximando a música de raiz da comunidade local.
A organização sublinha que a extensão do festival visa «ampliar o programa e aprofundar a relação entre artistas, públicos e território». Em termos concretos, o cartaz traz sete concertos e duas oficinas, combinando projetos que preservam a memória do cancioneiro tradicional com propostas que reinterpretam essas mesmas raízes através de linguagens contemporâneas.
Cartaz que cruza tradição e criação
O programa reúne nomes que percorrem diferentes territórios da música de raiz, «da festa popular à criação contemporânea». No cartaz constam:
- Bicho Carpinteiro
- Trevo de Cordas
- 7 Saias
- Trigueirinha
- Galandum Galundaina
- Rastolhice
- Daniel Pereira Cristo
A diversidade do cartaz reflete escolhas curatoriais que procuram tanto a preservação do património musical português como a sua reinvenção, incorporando influências e sonoridades que mantêm a tradição viva e em transformação.
Oficinas e participação: centralidade da comunidade
As oficinas são apresentadas pela organização como parte essencial da identidade do festival. No sábado, Diana Azevedo orienta uma oficina centrada em danças tradicionais; no domingo, Daniel Pereira Cristo conduz a oficina intitulada «Um encontro com as raízes…», que propõe uma viagem pela diversidade dos instrumentos tradicionais portugueses, cruzando conversa, música ao vivo, histórias e curiosidades.
«Um encontro com as raízes…»
Estas iniciativas não são meras atividades paralelas: destinam‑se a envolver o público na experimentação e na partilha de saberes, promovendo a continuidade da cultura tradicional através da prática e do diálogo intergeracional.
O Monte Calvário como novo ponto de encontro
A mudança para o Monte Calvário, em Nogueira, transforma este local num ponto de descoberta e escuta, aberto à dança e à celebração coletiva. Para os promotores, a nova localização reforça a ligação do festival ao território local e cria um enquadramento que favorece o contacto direto entre artistas e comunidades, num ambiente que potencia a participação e o convívio.
Ao prolongar‑se por três dias, o festival ganha margem para aprofundar relações e permitir que projetos e públicos se cruzem com maior intensidade, um objetivo que se alinha com a tendência, observada em iniciativas culturais regionais, de valorizar produções locais e criar circuitos de fruição cultural acessíveis.
Dados essenciais
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Datas | 25 a 27 de setembro |
| Local | Monte Calvário, Nogueira (Maia) |
| Concertos | 7 |
| Oficinas | 2 (danças tradicionais; instrumentos tradicionais) |
| Preço | Entrada livre |
Para a comunidade maiense, o festival apresenta‑se como uma oportunidade de reforçar laços culturais locais e de promover a circulação de público e artistas no concelho, com potencial de efeitos positivos para a economia criativa e para o pequeno comércio de proximidade, numa época do ano em que a cidade aposta em iniciativas que dinamizam espaços públicos e valorizam património imaterial.
O regresso do Festival de Música Folk da Maia evidencia ainda uma aposta continuada na promoção das tradições regionais como fator de identidade e de atração cultural, conciliando memória e inovação num projecto que pretende crescer sem perder a sua raiz comunitária.