Ao longo do ano lectivo 2025/2026, os estabelecimentos de ensino da Madeira que integraram a campanha Escola Electrão juntaram esforços e encaminharam para reciclagem mais de 7,6 toneladas de resíduos eléctricos, entre pilhas, baterias, lâmpadas e equipamentos obsoletos. A iniciativa, promovida a nível nacional, registou na Região um conjunto de resultados que combinam recolha física e actividades de sensibilização ambiental.
Resultados por categorias de resíduos
De acordo com os números divulgados pelo Electrão, as escolas madeirenses recolheram:
- 5.367 kg de equipamentos eléctricos;
- 1.698 kg de pilhas e baterias;
- 539 kg de lâmpadas.
| Tipo de Resíduo | Peso (kg) |
|---|---|
| Equipamentos eléctricos | 5.367 |
| Pilhas e baterias | 1.698 |
| Lâmpadas | 539 |
| Total | 7.604 kg |
Prémios e reconhecimento às escolas
Como reconhecimento pelo desempenho, os onze agrupamentos participantes vão receber um total de 2.100 euros em prémios, entregues na forma de cheques-prenda para aquisição de novos equipamentos eléctricos. A distinção mais elevada na Região coube à Escola Básica do 1.º Ciclo com Pré-Escolar da Lourencinha, que arrecadou 1.125 euros após recolher 723 kg de equipamentos eléctricos, 1 kg de lâmpadas e 1.333 kg de pilhas e baterias.
Seguiu-se a Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos do Estreito de Câmara de Lobos, com um prémio de 525 euros, enquanto outras escolas receberam cheques de 150 euros.
Mais do que recolha: educação e envolvimento comunitário
Para além da logística de recepção e encaminhamento de materiais, a Escola Electrão integrou iniciativas pedagógicas destinadas a sensibilizar alunos, professores e famílias para a importância da gestão adequada de resíduos eléctricos. Entre as acções promovidas esteve o concurso Repórter Electrão, cujo tema no terceiro período foi a reciclagem de embalagens — e onde a Escola Básica da Lourencinha obteve também um destaque nacional, vencendo na categoria do 1.º ciclo.
«A Escola Electrão é muito mais do que uma campanha de recolha. É uma iniciativa que transforma as escolas em agentes activos da mudança, envolvendo alunos, professores e famílias num compromisso comum com a sustentabilidade», afirmou o director-geral do Electrão, Ricardo Furtado.
Contexto nacional e trajectória do programa
Esta edição, realizada entre Setembro de 2025 e Junho de 2026, integrou 720 escolas a nível nacional e estabeleceu um novo máximo de recolha, com mais de 515 toneladas de resíduos angariados, um acréscimo de 12% face à edição anterior. Desde que a campanha começou, já foram recolhidas cerca de 8.000 toneladas de pilhas, baterias, lâmpadas e equipamentos eléctricos usados ao longo das 15 edições realizadas.
Impacto local e próximos passos
Na Madeira, a mobilização das escolas representa um contributo local visível para a redução de resíduos perigosos e para a promoção de práticas sustentáveis. A transformação de aparelhos avariados ou pilhas usadas em matéria-prima reutilizável evita a contaminação do solo e da água e educa novas gerações para hábitos de consumo e descarte mais responsáveis.
Para as comunidades insulares, onde os espaços de deposição e tratamento têm limitações logísticas acrescidas, iniciativas desta natureza são também um exercício de planeamento colectivo e de cooperação entre escolas, famílias e operadores de logística de resíduos.
Com o calor do verão a chegar e a agenda escolar a retomar outros ritmos, o desafio agora é assegurar a continuidade destas práticas ao longo do tempo, integrando a gestão de resíduos no currículo escolar e nos hábitos domésticos dos agregados familiares.
Na paisagem madeirense, onde a relação com a natureza é parte integrante da identidade, a Escola Electrão surge como um exemplo de como pequenas acções locais convergem para ganho ambiental e educativo mais amplo, e como as escolas podem funcionar como catalisadores dessa mudança.