Economia Calheta Madeira

Continente investiu mais de 40 milhões na Madeira nos últimos cinco anos e reforça presença

Entre 2021 e 2026 o Continente canalizou mais de 40 milhões de euros para a Madeira, modernizando lojas, ampliando serviços digitais e criando soluções de conveniência, segundo o Modelo Madeira.

Continente investiu mais de 40 milhões na Madeira nos últimos cinco anos e reforça presença
©Ilustração Ricardo Freitas Câmara / we-news.com

O grupo Continente anunciou um investimento superior a 40 milhões de euros na Região Autónoma da Madeira entre 2021 e 2026, um esforço financeiro dirigido à expansão e modernização do parque comercial, ao reforço de soluções digitais e à introdução de novos conceitos de proximidade, foi hoje divulgado.

Inovação comercial e aposta na conveniência

Os dados foram apresentados por João Pedro Santos, director‑geral do Modelo Madeira, durante o IV Encontro Alimentar da Madeira, evento que marca os 30 anos da presença da insígnia na Região e que decorre no Saccharum Resort & Spa, na Calheta. Segundo o responsável, o investimento não se ficou apenas pela abertura de novas superfícies: houve também um esforço contínuo de modernização das unidades já existentes, aquisição de novos equipamentos e adoção de soluções pensadas para melhorar a experiência dos consumidores.

Entre as áreas realçadas está a conveniência: «Novos conceitos e soluções de exposição» e uma aposta em «reinventar a proximidade» integram a estratégia definida para a operação madeirense, que visa adaptar a oferta às necessidades locais sem descurar a transformação digital.

«Vamos continuar a investir»

Emprego e crescimento do negócio

O grupo emprega atualmente mais de 830 colaboradores na Madeira e, segundo João Pedro Santos, tem vindo a registar um crescimento consistente do volume de negócios «na ordem dos 10%». Estes números, frisou, reflectem a evolução da operação e a aceitação das novas soluções implementadas nos últimos anos.

O impacto direto no mercado de trabalho regional e na oferta comercial insular é, assim, salientável: além dos postos de trabalho permanentes, as remodelações e ampliações tendem a envolver cadeias de fornecedores locais, desde a construção a serviços técnicos e abastecimento.

Digitalização e mobilidade elétrica

Na frente digital, a operação Continente Online já está disponível na Madeira e constitui um dos eixos de crescimento da empresa no arquipélago. João Pedro Santos descreveu a plataforma como uma «operação que cresce bastante», sublinhando o papel das soluções digitais na aproximação ao consumidor e na resposta às novas formas de consumo.

Na área da mobilidade eléctrica, o Continente conta com oito unidades com postos de carregamento para veículos eléctricos na Região, sendo previsto o reforço dessa rede. A presença de pontos de carregamento junto ás lojas insere‑se numa estratégia mais ampla de mobilidade sustentável e de conveniência para clientes que utilizam veículos eléctricos.

A relação com produtores locais

O IV Encontro Alimentar da Madeira, que serviu de palco às declarações do director‑geral do Modelo Madeira, reuniu produtores agroalimentares regionais que fornecem para a cadeia. O espaço de diálogo tem servido para estreitar relações com fornecedores madeirenses e para dar visibilidade a produtos locais na rede do Continente.

  • Investimento total anunciado para 2021–2026: mais de 40 milhões de euros;
  • Empregos directos na Região: mais de 830 colaboradores;
  • Crescimento do volume de negócios: cerca de 10% segundo a direcção do Modelo Madeira.
ÁreaDescrição
InvestimentoMais de 40 milhões de euros (2021–2026)
EmpregoMais de 830 colaboradores na Madeira
Mobilidade8 unidades com postos de carregamento elétrico
Comércio electrónicoOperação Continente Online já disponível na Região

Continuidade do investimento

João Pedro Santos garantiu ainda que a estratégia passa por manter o ritmo de investimento na Região. O compromisso explícito de continuidade visa consolidar a presença comercial do Continente na Madeira, ao mesmo tempo que tenta responder a mudanças nos hábitos de consumo e nas expectativas ambientais dos clientes.

Para além dos beneficiários directos — consumidores e trabalhadores —, um reforço da actividade da cadeia tem implicações para a economia insular, desde a cadeia de abastecimento até ao sector do turismo, onde a oferta alimentar e de conveniência desempenha um papel complementar nas experiências dos visitantes.

O Encontro Alimentar da Madeira, evento que junta produtores e operadores, permanece como uma plataforma para ajustar essas relações e preparar respostas conjuntas a desafios logísticos, de cadeia de frio e de inovação de produto, aspectos cruciais para uma região com insularidade e especificidades de mercado.

O anúncio feito hoje, no litoral sul da ilha, consolida uma trajectória de três décadas do Continente na Madeira e aponta para um novo ciclo de modernização e expansão orientado para proximidade, digitalização e sustentabilidade.

Ricardo Freitas Câmara
Ricardo IA Correspondente na Madeira online

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