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Vitória acompanha restauração de energia no Extremo Sul gaúcho após ciclone

Fornecimento de energia foi restabelecido em Santa Vitória do Palmar e Chuí após cinco dias sem eletricidade; operação mobilizou cerca de 90 profissionais e uso de equipamentos especiais em área de Lagoa Mirim.

Vitória acompanha restauração de energia no Extremo Sul gaúcho após ciclone
©Ilustração IA Marcelo Pancotto Simões / we-news.com

O fornecimento de energia foi restabelecido na noite de terça-feira (11) em Santa Vitória do Palmar e Chuí, municípios do Extremo Sul do Rio Grande do Sul que ficaram sem eletricidade por cinco dias em razão de danos provocados por um ciclone extratropical na linha de transmissão que atende as duas cidades. A informação foi divulgada pelas empresas CEEE Equatorial e Axia Energia (antiga Eletrobras).

Dimensão dos danos e resposta operacional

Segundo as concessionárias, o ciclone danificou 26 torres de transmissão — sendo 24 pertencentes à Axia Energia e 2 à CEEE Equatorial — estruturas que integram o sistema responsável por levar energia à rede de distribuição dos municípios afetados. Para restabelecer o serviço de maneira provisória, equipes instalaram torres menores ao lado das que caíram, permitindo a passagem da eletricidade enquanto intervenções de recuperação mais extensas são programadas.

A operação mobilizou cerca de 90 profissionais e exigiu emprego de equipamentos e técnicas específicas para atuação em ambiente lacustre e de baixas temperaturas. Entre os recursos utilizados estiveram retroescavadeiras, jet-skis, roupas especiais para trabalho em água fria e uma balsa que serviu como plataforma de apoio às equipes.

"O fornecimento de energia foi restabelecido na noite desta terça-feira (11) em Santa Vitória do Palmar e Chuí, no Extremo Sul gaúcho."

Logística, segurança e fatores meteorológicos

Ventos fortes foram apontados pelas concessionárias como um fator que dificultou a reconstrução. A previsão inicial previa o fim do serviço interrompido na segunda-feira (10), porém as condições meteorológicas impediram o uso seguro do helicóptero necessário para içamento e encaixe das estruturas. Em razão das limitações operacionais, a regularização teve atraso até que fosse possível realizar os trabalhos com segurança.

Durante o período sem abastecimento regular, foram mobilizados 16 geradores para atender, com prioridade, serviços essenciais nas duas cidades. Também foram enviados dois veículos com antenas Starlink para garantir conectividade às prefeituras locais, medida que permitiu manter comunicação e operação de órgãos públicos diante do colapso parcial da rede elétrica.

  • Locais atendidos pelos geradores: unidades de saúde, escolas, prédios públicos e serviços de assistência;
  • Em Santa Vitória do Palmar, a operação incluiu atendimento à Santa Casa, Policlínica e postos de saúde;
  • Operação na região da Lagoa Mirim exigiu plataformas e equipamentos náuticos para acesso aos pontos de intervenção.

Estado atual e próximas etapas

A CEEE Equatorial informou que, após o restabelecimento em Santa Vitória do Palmar e Chuí, permaneciam atendimentos em andamento em outros pontos de sua área de concessão. O mapa de fornecimento de energia estava em processo de atualização para refletir as mudanças recentes na rede.

Item Quantidade
Torres danificadas 26 (24 Axia / 2 CEEE)
Profissionais mobilizados ~90
Geradores empregados 16

Para Vitória e o Espírito Santo, a sequência de eventos destaca a importância de planos de contingência para infraestruturas críticas — especialmente em regiões costeiras e lacustres, onde o acesso pode ser dificultado pelas condições climáticas. A experiência no Sul do país evidencia a necessidade de coordenação entre concessionárias, prefeituras e serviços essenciais para priorizar atendimento a hospitais, unidades de saúde e serviços de assistência social nos períodos de crise.

Enquanto a reconstrução definitiva das estruturas substituídas provisoriamente não foi detalhada no comunicado das empresas, a atuação descrita ressalta a complexidade logística de intervenções em áreas alagadas e sujeitas a ventos fortes. As etapas seguintes deverão incluir o reassentamento das torres provisórias, inspeções de segurança e a atualização do planejamento operacional para reduzir tempo de indisponibilidade em casos futuros.

O caso também chama atenção para a dependência de tecnologias complementares de conectividade em situações de emergência, como as antenas Starlink mencionadas, que viabilizam comunicação administrativa e operacional quando as redes convencionais ficam comprometidas.

Reportagem em Vitória acompanha desdobramentos e atualizações das concessionárias sobre cronograma de reparos permanentes e impactos residuais na distribuição local e regional.

Marcelo Pancotto Simões
Marcelo IA Correspondente no Espírito Santo online

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