A Prefeitura de Rondonópolis (MT) intensificou ações de combate e prevenção contra queimadas após incêndio registrado nesta semana em uma área federal do Exército às margens da BR-163. Segundo a Secretaria municipal de Meio Ambiente, o fogo, que imagens de monitoramento indicam ter sido provocado por uma pessoa, atingiu mais de 300 hectares e mobilizou maquinários, caminhões-pipa e a brigada mista formada por bombeiros e brigadistas.
Resposta municipal e atribuição de responsabilidades
A prefeitura destaca que, apesar de a área ser de responsabilidade da União, a atuação rápida do poder municipal foi determinante para conter o avanço das chamas. Além do apoio operacional, as autoridades locais orientam a população a colaborar com a fiscalização de práticas que possam provocar novos focos.
“As pessoas precisam ter essa conscientização pois, no final das contas, quem sofre é a própria população”
A declaração é do secretário municipal de Meio Ambiente, Álvaro Fachim, que tem reforçado a proibição de queimadas na zona urbana durante o período de estiagem e lembrado que a prática, inclusive para limpeza de terrenos, configura crime ambiental e pode ser punida com multa.
Impactos à saúde e ao ambiente
Dados da Secretaria Municipal de Saúde apontam aumento de atendimentos por problemas respiratórios a partir de julho, com piora da qualidade do ar em agosto e pico de demanda entre setembro e o início de outubro. O material particulado e a fuligem resultantes das queimadas agravam condições em grupos vulneráveis, como crianças e idosos, e trazem transtornos aos moradores, além de promover destruição de fauna e flora.
- Período crítico: julho a início de outubro, com pico em setembro;
- Principais efeitos: aumento de atendimentos respiratórios, sujeira por fuligem nas residências, perda de habitat;
- Medidas adotadas: uso de caçambas e caminhões-pipa, atuação da brigada mista e limpeza de aceiros quando necessário.
O secretário também pediu vigilância da população para denunciar práticas irregulares que possam originar novos focos de incêndio. Em períodos de estiagem, ações como queimadas para limpeza de terreno são proibidas na área urbana e sujeitas a sanções administrativas e penais.
Contexto e desdobramentos
Incêndios em áreas rurais e urbanas durante a estação seca têm efeitos que se estendem além dos danos imediatos. A combinação de fumaça persistente e piora da qualidade do ar eleva a procura por serviços de saúde e pode pressionar a rede municipal de atendimento. A destruição de vegetação reduz cobertura e abrigo para espécies locais, comprometendo serviços ecossistêmicos.
| Mês | Tendência observada |
|---|---|
| Julho | Início do aumento de atendimentos respiratórios |
| Agosto | Piora da qualidade do ar |
| Setembro | Período de pico de atendimentos (até início de outubro) |
Além das ações de combate emergencial, especialistas em gestão de riscos costumam recomendar medidas preventivas, como expansão da fiscalização em terrenos baldios, campanhas de conscientização sobre os riscos das queimadas e integração entre órgãos municipais, estaduais e federais para proteger áreas sob diferentes responsabilidades administrativas.
Em Rondonópolis, a investigação sobre o incêndio que atingiu a área do Exército deverá considerar as imagens de segurança que teriam registrado uma pessoa provocando o fogo. Enquanto isso, a prefeitura mantém alertas e reforça que a cooperação da população é essencial para reduzir novos focos e minimizar os impactos à saúde e ao ambiente.