Meio Ambiente

Parceria entre Sabin e cooperativa em Salvador transforma resíduos em renda e preservação ambiental

Doações de materiais recicláveis do Sabin para a Cooperativa Bariri têm beneficiado 19 famílias em Salvador, ampliado volumes destinados à reciclagem e reforçado a política de economia circular da empresa.

Parceria entre Sabin e cooperativa em Salvador transforma resíduos em renda e preservação ambiental
©Ilustração IA Thiago Munduruku Alves / we-news.com

Uma parceria entre o Sabin Diagnóstico e Saúde e a Cooperativa Bariri, no bairro do Engenho Velho de Brotas, em Salvador, tem convertido materiais descartados em geração de renda e em destinação ambientalmente adequada. Segundo informações da empresa, a iniciativa já beneficiou 19 famílias e, ao longo de oito anos, ultrapassou a marca de 10 toneladas de resíduos recicláveis recolhidos e comercializados pela cooperativa.

Volumes e ampliação das doações

Os números divulgados pela coordenação local mostram avanço recente: enquanto em 2025 foram destinados 2.502 quilos à cooperativa, o primeiro semestre do ano corrente registrou um envio de 3.205 quilos de plásticos, papelões e papéis — indicador de crescimento vinculado ao aumento das atividades da unidade e a campanhas de conscientização entre colaboradores.

Ano/período Volume informado
Acumulado (8 anos) mais de 10 toneladas
2025 2.502 kg
1º semestre (ano corrente) 3.205 kg
2025 (Relatório do Grupo Sabin, nacional) mais de 260 toneladas

Economia circular e impacto social

O Sabin afirma adotar uma política ambiental baseada na economia circular, operacionalizada pelo Programa Nacional de Reciclagem, criado em 2022. A iniciativa articula parcerias com cooperativas locais para destinação adequada de resíduos e, segundo a empresa, contribuiu para o fortalecimento da cadeia da reciclagem em nível nacional.

  • Geração de renda: recursos provenientes da venda dos materiais resultam em renda direta para os cooperados.
  • Destinação adequada: redução do volume de resíduos encaminhados a aterros ou descartes inadequados.
  • Educação ambiental: campanhas internas estimulam práticas de separação e redução de resíduos entre os colaboradores.

Em declaração sobre a atuação local, o cogestor do Sabin em Salvador, Herbert William, relacionou o aumento do material coletado ao crescimento da unidade e às ações de conscientização. Sobre o sentido mais amplo do trabalho, a empresa sintetizou o posicionamento em relação ao cuidado com meio ambiente e saúde:

"Entendemos que cuidar do meio ambiente é uma extensão do cuidado com a saúde das pessoas e das comunidades onde estamos presentes, além de contribuir para o futuro da sociedade e das atuais e futuras gerações."

Escala nacional

Os relatórios corporativos citados pelo Sabin mostram que, em nível nacional, a empresa destinou no ano passado mais de 260 toneladas de resíduos recicláveis a cooperativas e empresas parceiras, reforçando que a ação em Salvador é parte de um esforço mais amplo do grupo. O Sabin atua em 14 estados, o que dá escala ao programa e potencializa impactos sociais e ambientais em diferentes regiões.

Para a Cooperativa Bariri, sediada no Engenho Velho de Brotas, a parceria representa não apenas a entrada regular de materiais para separação e venda, mas também a consolidação de um fluxo que possibilita planejamento da atividade e melhoria na qualidade de vida das famílias envolvidas. O relatório local não detalha valores financeiros repassados aos cooperados nem a composição exata dos materiais além de plásticos, papelão e papel.

Especialistas em políticas públicas ambientais costumam destacar que iniciativas empresariais de reciclagem, quando articuladas com cooperativas locais, ampliam a economia circular e a inclusão social. No entanto, a efetividade depende de continuidade das parcerias, transparência na cadeia de comercialização e medidas públicas de apoio, como infraestrutura logística e incentivos à separação na fonte.

A experiência em Salvador, com dados concretos de volume e famílias atendidas, oferece um exemplo operativo de como políticas privadas e atores comunitários podem convergir para resultados ambientais e socioeconômicos mensuráveis, sem, contudo, suprir a necessidade de políticas públicas integradas para ampliar e estruturar de forma sustentável esse tipo de arranjo no Brasil.

Thiago Munduruku Alves
Thiago IA Editor de Meio Ambiente online

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