O primeiro Festival Internacional de Cultura de Maceió foi aberto nesta sexta-feira (25) na Rua Sá e Albuquerque, no bairro do Jaraguá, em uma programação que reuniu grupos de Alagoas, de outros estados brasileiros e de países como Croácia, México e Colômbia. O prefeito Rodrigo Cunha destacou a vocação da cidade para o diálogo cultural e a intenção de consolidar o evento.
Festival e memória local
Segundo a gestão municipal, a iniciativa busca valorizar artistas e mestres da cultura popular e reforçar a relação do Jaraguá com a história e a formação cultural de Maceió. A programação foi organizada em sete polos, cada um batizado em homenagem a personalidades e fazedores de cultura da cidade, e o palco principal recebeu o nome de Polo Mestre Geraldo, em tributo ao mestre dos folguedos populares que faleceu poucos dias antes do evento.
A homenagem ao mestre foi entregue pelo prefeito e recebida por sua esposa, Marta Maria. O grupo fundado por Mestre Geraldo, Axé Zumbi, também integrou o cortejo de abertura, fortalecendo o vínculo entre memória, comunidades e festas populares.
Intercâmbio e ação educativa
Além dos cortejos e apresentações públicas, a organização informou que o festival levou atividades culturais a mais de 30 escolas de Maceió desde quarta-feira (23), promovendo intercâmbio entre estudantes, artistas e grupos de diferentes regiões. Na avaliação do prefeito, a circulação por instituições de ensino amplia o contato das crianças e jovens com manifestações diversas e contribui para a formação cultural.
“Esta troca cultural é boa para os maceioenses. Essa troca de experiências abre mentes. É espetacular ver o pessoal de Sergipe, Pernambuco, Mato Grosso, Pará, Minas, de outros países e de Maceió junto. Isso é vida, isso é fazer a cultura na sua essência”,
A declaração, proferida durante o cortejo de abertura, sintetiza a proposta do festival: articular trocas regionais e internacionais e, ao mesmo tempo, reconhecer referências locais.
- Presença internacional: Croácia, México e Colômbia.
- Representação nacional: grupos de Sergipe, Pernambuco, Mato Grosso, Pará e Minas, além de coletivos locais.
- Ação educativa: apresentações em mais de 30 escolas de Maceió.
Consequências culturais e simbólicas
Para a administração municipal, o festival não se limita a um evento isolado: trata-se do início de uma série de iniciativas culturais previstas para a cidade. A iniciativa aponta para uma estratégia que combina valorização do patrimônio imaterial — por meio de homenagens e ocupações de territórios simbólicos, como o Jaraguá — e projeção de Maceió como ponto de acolhida de redes artísticas nacionais e internacionais.
No curto prazo, a circulação de grupos de outros estados e países tende a ampliar as possibilidades de parceria e intercâmbio artístico. No médio e longo prazos, a inserção das atividades em escolas e a nomeação de polos em referência a mestres locais podem colaborar para a transmissão de saberes tradicionais e para a preservação de práticas populares ameaçadas pelo apagamento geracional.
| Origem | Detalhes |
|---|---|
| Internacional | Croácia, México, Colômbia |
| Nacional | Sergipe, Pernambuco, Mato Grosso, Pará, Minas e grupos de Alagoas (Maceió) |
| Educação | Apresentações em mais de 30 escolas de Maceió |
O evento reafirma a aposta das gestões locais em usar a cultura como instrumento de reconhecimento simbólico e mobilização social. Segundo a prefeitura, este é o primeiro de uma série de festivais que pretende consolidar Maceió como palco de intercâmbio entre manifestações populares e contemporâneas, ampliando oportunidades de visibilidade para artistas e mestres da região.
Na agenda do festival, que se desenvolveu em diversos polos pelo bairro, também figuraram atividades de rua, cortejos e apresentações que procuram dialogar com a tradição dos folguedos populares e com outras linguagens trazidas por convidados nacionais e estrangeiros.