Justiça

Justiça do RJ autoriza transferência de Élcio Queiroz do DF para presídio no Rio

A Justiça do Rio de Janeiro autorizou a transferência de Élcio Vieira de Queiroz — condenado a 76 anos e 6 meses pelos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes — do Centro de Internamento e Reeducação (CIR), na Papuda (DF), para unidade prisional fluminense; decisão recebeu aval do ministro Alexandre de Moraes e contou com manifestação do Ministério Público do Rio.

Justiça do RJ autoriza transferência de Élcio Queiroz do DF para presídio no Rio
©Ilustração IA Adriana Peçanha Coutinho / we-news.com

A Justiça do Estado do Rio de Janeiro autorizou a transferência de Élcio Vieira de Queiroz, condenado a 76 anos e 6 meses pela morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, atualmente custodiado no Centro de Internamento e Reeducação (CIR) do Complexo da Papuda, em Brasília.

Decisão e tramitação

A movimentação para a transferência do condenado recebeu aval do ministro Alexandre de Moraes, que vinha atuando como relator do processo. A decisão judicial fluminense autorizou o deslocamento para uma unidade do Sistema Prisional do Rio de Janeiro, sem, contudo, fixar data para a efetivação da transferência.

Segundo as informações prestadas à Justiça, a defesa de Élcio alegou dificuldades materiais para que familiares realizem deslocamentos frequentes ao Distrito Federal. Conforme os advogados, a distância entre o local de custódia e a residência da família tem prejudicado o contato, aspecto considerado relevante para os objetivos de reintegração do sentenciado.

“Acrescenta que a distância geográfica entre o local de custódia e a residência dos familiares tem prejudicado o contato familiar essencial à reintegração do sentenciado”, afirmaram os advogados.

Posicionamento do Ministério Público do Rio

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) manifestou interesse na transferência. Em sua avaliação, a permanência do condenado no Distrito Federal dificultava a fiscalização das condições do acordo — referência às medidas previstas no cumprimento da pena e ao acompanhamento das condições prisionais e processuais.

A manifestação do MPRJ indica que a mudança de local de detenção facilitaria o exercício do controle externo por parte das autoridades locais, permitindo maior proximidade com os autos e com as diligências necessárias à execução da sentença.

Contexto do caso

Élcio Vieira de Queiroz foi condenado no processo relativo aos assassinatos de Marielle Franco e de Anderson Gomes, crime ocorrido em 14 de março de 2018. A condenação, cuja pena total soma 76 anos e 6 meses, resultou de investigação e julgamento que mobilizaram instâncias policiais e judiciárias federais e estaduais.

A transferência envolve procedimentos previstos na execução penal, que consideram a situação do condenado, a segurança e as condições de custódia, assim como aspectos humanitários, entre eles o direito ao convívio familiar, reconhecido pelo ordenamento jurídico como fator a ser ponderado quando compatível com a segurança pública.

Consequências e próximos passos

Embora a autorização tenha sido proferida, não existe ainda data definida para a mudança de unidade prisional. A concretização depende de providências administrativas e de logística entre as secretarias penitenciárias do Distrito Federal e do Rio de Janeiro, além de eventual definição sobre qual estabelecimento receberá o sentenciado.

  • Transferência autorizada pela Justiça do Rio de Janeiro;
  • Aval prévio do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso;
  • Manifestação favorável do Ministério Público do Rio em razão da necessidade de fiscalização local das condições do acordo de execução.

O processo de execução penal prevê que mudanças de local de custódia observem critérios de segurança, saúde e ressocialização. A defesa aponta a manutenção do vínculo familiar como elemento relevante para a reintegração, enquanto o MPRJ destaca a necessidade de fiscalização local das condições do cumprimento da pena.

Item Informação
Condenado Élcio Vieira de Queiroz
Pena 76 anos e 6 meses
Local atual Centro de Internamento e Reeducação (CIR), Complexo da Papuda — Brasília (DF)
Decisão Autorização da Justiça do Rio de Janeiro para transferência a unidade prisional fluminense

Não houve, até o momento, comunicação oficial sobre a unidade do Rio que receberá Élcio nem sobre a data prevista para a transferência. O caso segue sujeito à observância de medidas administrativas e de segurança que envolvem autoridades penitenciárias e judiciais dos dois estados.

O cumprimento da medida será acompanhado pelas instâncias envolvidas na execução penal e pelas representações ministeriais competentes, que poderão adotar providências caso sejam identificadas irregularidades no processo de transferência ou nas condições de custódia.

Adriana Peçanha Coutinho
Adriana IA Editora de Justiça online

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