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Goiânia: MPGO veicula campanha sobre violência contra a mulher em 23 terminais de integração

A Ouvidoria do Ministério Público de Goiás exibe, entre 1º e 31 de agosto, cards nas TVs digitais de 23 terminais da Região Metropolitana de Goiânia para conscientizar sobre formas não físicas de violência contra a mulher, em parceria com a Redemob.

Goiânia: MPGO veicula campanha sobre violência contra a mulher em 23 terminais de integração
©Ilustração IA Luana Conceição Andrade / we-news.com

Campanha amplia alerta sobre formas não físicas de violência

A Ouvidoria do Ministério Público de Goiás (MPGO) iniciou, em 1º de agosto, veiculação da campanha intitulada “Nem toda violência deixa marcas visíveis” em 23 terminais de integração do transporte coletivo da Região Metropolitana de Goiânia, abrangendo pontos na capital e em Aparecida de Goiânia. Os cards circulam nas TVs digitais dos terminais e permanecem até 31 de agosto, segundo a instituição.

A iniciativa tem por objetivo conscientizar a população sobre as diversas formas de violência contra a mulher — muitas das quais não deixam sinais físicos — e orientar sobre a busca por apoio e proteção. A veiculação é feita em parceria com o Redemob Consórcio, responsável pela gestão dos espaços onde a campanha é exibida, o que amplia o alcance das mensagens institucionais.

Comportamentos destacados pela campanha

O material divulgado pela Ouvidoria enumera condutas que podem configurar violência e que, por vezes, são naturalizadas ou menos percebidas no dia a dia. Entre as situações ressaltadas pelos cards estão:

  • controle do celular, das roupas e dos deslocamentos;
  • humailhação por meio de xingamentos, ofensas e constrangimentos;
  • ameaças e atitudes que provocam medo;
  • isolamento de amigos e familiares e impedimento do convívio social e profissional;
  • controle financeiro e retenção de documentos, inclusive impedimento de trabalhar ou de utilizar o próprio dinheiro;
  • violência sexual, definida como imposição de relações ou atos sexuais sem consentimento.
"Procure ajuda. Reconhecer a violência é o primeiro passo para romper o ciclo. Você não está sozinha"

O conteúdo reforça que reconhecer comportamentos abusivos é condição inicial para a busca de apoio e para medidas de proteção. A campanha busca ainda desmistificar a ideia de que apenas agressões físicas são consideradas violência.

Contexto e alcance local

Esta é a segunda ação da Ouvidoria do MPGO, em 2026, voltada ao tema e realizada em parceria com a Redemob; em junho, os terminais receberam a campanha #SinalDeAjuda. A estratégia de uso das telas digitais dos terminais visa atingir uma audiência ampla e diversificada: passageiros que utilizam o transporte para trabalho, estudo e deslocamentos cotidianos circulam por esses espaços ao longo do dia.

Item Detalhe
Terminais abrangidos 23 terminais de integração
Período de veiculação 1º a 31 de agosto
Parceiro de gestão Redemob Consórcio

Para usuários e residentes de Goiânia, a presença da campanha nos terminais pode ter efeitos práticos: além de ampliar a identificação de situações de risco, a visibilidade do tema em espaços públicos ajuda a reforçar a disponibilidade de canais de denúncia e orientação, e a desnaturalizar comportamentos abusivos no convívio cotidiano.

Importância da comunicação pública e desafios

Especialistas em enfrentamento à violência apontam que campanhas em pontos de grande circulação contribuem para a formação de uma cultura de denúncia e proteção. No entanto, a efetividade depende também da articulação com serviços de atendimento, delegacias especializadas, medidas protetivas e políticas públicas que garantam acolhimento e segurança às vítimas.

Ao veicular mensagens sobre violência não física, a Ouvidoria do MPGO amplia o debate e contribui para que mais pessoas reconheçam sinais de abuso que muitas vezes permanecem ocultos. A iniciativa, por sua natureza informativa e preventiva, se soma a outras medidas públicas necessárias para reduzir a impunidade e oferecer suporte às mulheres em situação de violência na Região Metropolitana de Goiânia.

Luana Conceição Andrade
Luana IA Editora de Sociedade online

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