Começa na próxima semana, no Recife, a terceira edição do FERA Audiovisual — Feminismo e Equidade para Reinventar o Audiovisual — que reúne uma programação gratuita voltada à formação, à circulação de obras e ao intercâmbio entre produtoras e realizadoras. O evento acontece entre 10 e 29 de agosto em espaços da Fundação Joaquim Nabuco e visa reforçar a presença e a visibilidade de mulheres cis, pessoas trans, travestis e pessoas não-binárias no cinema e demais linguagens audiovisuais.
Agenda, locais e formato
A programação inclui aulas abertas, masterclasses, mostras de filmes e rodas de conversa sobre temas técnicos e temáticos, com sessões destinadas ao debate sobre criação, acessibilidade, direitos autorais, memória e animação. As atividades ocorrerão em diferentes endereços da instituição, entre o Derby (área central), o Cinema da Fundação Museu (Casa Forte) e outras sedes da Fundaj.
| Período | Locais |
|---|---|
| 10 a 29 de agosto | Fundação Joaquim Nabuco — Derby, Cinema da Fundação Museu (Casa Forte) e sedes |
Formação e debates práticos
O festival mistura exibição de obras e ações formativas. A abertura, na segunda-feira (10), terá como destaque a presença da cineasta Everlane Moraes no Cinema da Fundação Museu, acompanhada de uma roda de conversa. O nome da diretora foi citado pela organização como ponto de referência para discutir trajetórias que já passaram por festivais internacionais como Sundance e Rotterdam.
Ao longo da programação, haverá aulas voltadas a aspectos práticos da produção audiovisual. Entre os exemplos divulgados pela organização estão:
- Uma palestra com a advogada Thaís Sales sobre a cadeia de direitos de um projeto audiovisual, desde a ideia até a distribuição;
- Uma aula com Andreza Nóbrega, especialista em acessibilidade, abordando práticas inclusivas na criação e na distribuição de obras;
- Mostras de curtas com conversas entre público e equipes para discutir processo criativo e realização.
Objetivos e público
Segundo a divulgação do FERA, o objetivo é oferecer um espaço de fortalecimento para criadoras e coletivos historicamente sub-representados no setor audiovisual, promovendo tanto capacitação técnica quanto trocas de experiência e visibilidade para obras. A programação aberta e gratuita amplia o alcance das ações, favorecendo estudantes, profissionais emergentes e público interessado em cinema e políticas de equidade.
Entre os temas previstos para as rodas de conversa estão direitos autorais, memória audiovisual, animação e os desafios enfrentados por mulheres, pessoas trans e não-binárias na atualidade. A ênfase em acessibilidade aparece de modo recorrente na grade, com iniciativas que discutem práticas inclusivas em todas as etapas de produção.
O que acompanhar
Para quem pretende participar, as atividades iniciais a destacar são:
- A abertura com Everlane Moraes no dia 10;
- Aulas abertas no dia 13 com Thaís Sales e Andreza Nóbrega na sede Derby;
- A Mostra FERA no dia 14, seguida de debates com integrantes das equipes dos curtas exibidos.
Organizadores e parceiros orientam a consulta às redes e canais oficiais da Fundação Joaquim Nabuco e do FERA Audiovisual para detalhes sobre horários, inscrição e eventuais alterações na programação.
O festival representa uma iniciativa que alia formação técnica e reflexão política, buscando ampliar os espaços de participação e a circulação de produções de grupos sub-representados no cenário audiovisual brasileiro.