A exposição imersiva Titanic Experience está em cartaz no Via Parque Shopping, na Barra da Tijuca (Avenida Ayrton Senna, 3.000), e permanecerá em temporada até 15 de setembro de 2026. A mostra ocupa mais de 1.000 metros quadrados e reúne réplicas de ambientes do transatlântico, experiências de realidade virtual e recursos baseados em inteligência artificial.
O que a exposição oferece
Organizada em oito salas temáticas, a mostra inclui réplicas como a proa em tamanho real, a escadaria principal, a Sala Marconi (onde eram concentradas as comunicações do navio), alojamentos da terceira classe e uma maquete de 2,70 metros. Entre os diferenciais tecnológicos, destacam-se:
- a Sala Metaverso Titanic, com cerca de 200 metros quadrados, onde visitantes usam óculos 4K para uma imersão virtual até os destroços do navio, localizados a aproximadamente 3.800 metros de profundidade;
- uma área de interação virtual com o capitão Edward Smith;
- um photobooth que utiliza inteligência artificial para transformar imagens dos visitantes em versões de passageiros ou tripulantes.
Ingressos, público e curadoria
Os ingressos são vendidos a partir de R$ 45 (meia-entrada). A classificação indicativa é livre, com entrada gratuita para crianças de até 4 anos e 11 meses. A mostra já esteve em São Paulo e é realizada em parceria com a Sociedade Histórica Brasileira do Titanic.
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Local | Via Parque Shopping, Barra da Tijuca (Av. Ayrton Senna, 3.000) |
| Período | Até 15 de setembro de 2026 |
| Área | Mais de 1.000 m² (Sala Metaverso: 200 m²) |
| Preço | A partir de R$ 45 (meia-entrada) |
Avaliação tecnológica e implicações
Do ponto de vista tecnológico, a combinação de realidade virtual em alta resolução e algoritmos de inteligência artificial amplia as possibilidades educativas e de engajamento em exposições históricas. A imersão até os destroços simula um ponto de vista inacessível para a maioria das pessoas, aproximando o público de aspectos do episódio que seriam difíceis de comunicar apenas com réplicas físicas.
No entanto, o uso de IA em interfaces públicas — como o photobooth que altera rostos para replicar passageiros e tripulantes — exige atenção a questões práticas e éticas. Entre os pontos a considerar estão:
- privacidade e tratamento de imagens: que dados são captados, por quanto tempo são armazenados e com que finalidades;
- transparência sobre o funcionamento dos algoritmos: se e como ocorre treinamento com imagens de terceiros;
- acessibilidade das experiências imersivas para pessoas com limitações sensoriais ou mobilidade reduzida;
- equilíbrio entre espetáculo e precisão histórica, sobretudo em atrações que misturam reconstituição física com elementos virtuais.
Esses pontos não foram detalhados nas informações públicas sobre a exposição, o que recomenda que curadores e operadores esclareçam políticas de dados e ofereçam alternativas para visitantes que não queiram participar de recursos que armazenem ou processem suas imagens.
Contexto histórico
O RMS Titanic, construído pelos estaleiros Harland and Wolff em Belfast, Irlanda do Norte, foi um dos maiores navios de passageiros da época, com cerca de 269 metros de comprimento. Partiu de Southampton em 10 de abril de 1912 rumo à sua viagem inaugural e naufragou no mesmo mês, episódio que desde então é objeto de estudos, reconstituições e fascínio público.
Exposições como a 'Titanic Experience' mostram como tecnologias contemporâneas podem ser usadas para reinterpretar o passado e ampliar o alcance educativo. Cabe aos responsáveis pela mostra assegurar que o uso dessas tecnologias respeite direitos dos visitantes, promova acessibilidade e preserve o rigor histórico.
Reportagem da editoria de Tecnologia, apresentando a exposição em cena nacional e avaliando seus benefícios e riscos tecnológicos.