Ocorrência e atendimento imediato
Sete crianças da Escola Municipal Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, situada no bairro Alvorada, em Cuiabá, precisaram de atendimento médico na manhã desta segunda-feira (10) após terem contato e ingerido uma substância que foi, em levantamento inicial, identificada como veneno para roedores.
Segundo balanço divulgado pelas secretarias municipais de Saúde e Educação, as crianças — com aproximadamente quatro anos de idade — foram levadas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Morada do Ouro, onde passaram por estabilização e avaliação. Seis delas permaneceram em condição estável, conscientes e sem sintomas relevantes, e foram transferidas ao Centro Médico Infantil (CMI) para observação. A sétima criança, apontada como a que trouxe a substância para a escola, apresentou sonolência e quadro mais significativo e foi encaminhada ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) para monitoramento toxicológico pelo Ciatox.
"Encontra-se estável."
Equipe médica e suporte técnico
Durante o atendimento inicial na UPA, as equipes receberam orientação técnica de serviços especializados em toxicologia. Segundo as informações oficiais, o SIATox (Sistema de Informação de Assistência Toxicológica) foi consultado para definir condutas e protocolos diante da suspeita de ingestão de produto potencialmente tóxico.
As unidades de saúde adotaram medidas de observação e registro das reações clínicas, e mantêm acompanhamento pediátrico das crianças que permanecem internadas em observação no CMI e no HMC.
Investigação e perícia
A Polícia Civil do estado informou que o material suspeito foi apreendido no ambiente escolar e encaminhado à perícia. Conforme o relatório policial preliminar, o produto estava acondicionado em uma sacola branca contendo quatro sachês — um deles aberto e os demais lacrados — e apresentava coloração rosada.
O caso segue em investigação para apurar circunstâncias da entrada do produto na escola, eventual responsabilidade e se houve negligência quanto à guarda e acesso à substância por parte dos familiares. A apuração policial também deverá indicar se se trata de um produto identificado formalmente como raticida e qual princípio ativo está presente, com base nos laudos periciais.
Consequências e medidas administrativas
Além do acompanhamento clínico das vítimas, a ocorrência deve levar a ações administrativas por parte da Secretaria Municipal de Educação para reforçar protocolos de segurança e orientações para as unidades da rede. Entre as medidas esperadas estão:
- Reforço das orientações aos professores e funcionários sobre identificação de objetos e substâncias estranhas no ambiente escolar;
- Campanhas de comunicação às famílias sobre a importância de não levar produtos perigosos para a escola e sobre guarda segura de venenos e agrotóxicos;
- Avaliação de eventuais lacunas em supervisão no pátio e salas de aulas, especialmente em turmas de educação infantil.
Dados básicos do caso
| Item | Informação |
|---|---|
| Data | 10 de agosto de 2026 |
| Local | Escola Municipal Marechal Rondon, bairro Alvorada, Cuiabá |
| Número de crianças | 7 (aprox. 4 anos) |
| Atendimento inicial | UPA Morada do Ouro |
| Transferências | CMI (6 crianças em observação); HMC (1 criança, monitoramento toxicológico) |
Contexto e alertas para famílias
Ocorrências envolvendo crianças e substâncias tóxicas em ambiente escolar reforçam a necessidade de diálogo constante entre escola e família sobre segurança doméstica. Produtos destinados ao controle de pragas — incluindo raticidas — devem ser mantidos em locais seguros, fora do alcance de menores, e preferencialmente em embalagens originais com identificação clara do conteúdo.
As secretarias municipais envolvidas informaram que fornecerão orientações complementares à rede e que o desfecho clínico e investigativo será atualizado conforme evolução dos laudos e dos atendimentos médicos. A investigação policial e a perícia técnica serão fundamentais para esclarecer responsabilidades e evitar repetição de incidentes.
WE NEWS acompanha a evolução do caso e divulgará novas informações assim que as instituições responsáveis disponibilizarem comunicados oficiais ou laudos periciais.